Silenciosamente, e contra todos os pareceres técnicos, o actual Governo implementou a sua política de uma “visão holística e humanista da educação”. Ou seja: aulas sem exigência e passagens de ano sem exames ou transmissão de conhecimento – tudo elementos que os socialistas identificam com uma visão educativa “de direita”. Os resultados estão à vista: muitos dos jovens portugueses de hoje são efectivamente analfabetos sociais que só sabem dar chutos na bola.
Governo e sindicatos da educação estão em luta. Contam-se espingardas para greves. Mobilizam-se as mensagens de guerra. E no meio de toda esta turbulência ninguém fala do óbvio: que o objectivo do vasto aparelho chamado Ministério da Educação é ensinar crianças, e estas pouco sabem.
Na última semana foi divulgado um relatório devastador resultante da análise das provas de aferição: quase metade dos alunos no quinto ano de escolaridade não consegue localizar Portugal no continente europeu usando os pontos cardeais da rosa-dos-ventos. A generalidade dos jovens não sabe fazer divisões aritméticas. Mais de dois terços não sabem onde fica o rio Mondego. No oitavo ano de escolaridade, entre jovens já com 13 anos, 85 por cento dos alunos são efectivamente analfabetos, pois somente 15 por cento conseguiram escrever um texto que os técnicos consideraram coeso, bem estruturado e sem erros ortográficos. A iliteracia é quase total, os alunos não conseguem compreender a palavra escrita.
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