Endividamento: regresso ao passado recente

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Para comprar carros, fazer viagens, custear mensalidades em lares de idosos ou simplesmente pagar a conta diária do supermercado – o crédito está outra vez a aumentar descontroladamente em Portugal.

Nos últimos seis meses, o português médio pediu à banca 2.239 euros emprestados só para pagar dívidas que têm vindo a acumular-se fora das previsões e capacidade do orçamento familiar – revela um estudo da Intrum, especialista em serviços de gestão de crédito. Este número supera em 400 euros a média do período homólogo de 2018 (1.839 euros) e só foi possível graças ao aumento do volume bancário de créditos pessoais sem fins específicos.

O estudo “European Consumer Payment Report”, realizado pela Intrum e abrangendo 24 mil consumidores europeus inquiridos, assinala um agravamento de 22% no endividamento bancário sem fins específicos e confirma dados divulgados recentemente pelo Banco de Portugal segundo os quais os bancos e as financeiras concederam, durante o mês de Fevereiro, 575 milhões de euros em empréstimos ao consumo. Segundo a Intrum, os pedidos de dinheiro emprestado ao banco aumentaram em Portugal 12% desde o ano passado.

“Os empréstimos podem ajudar a alcançar os nossos sonhos, mas é importante fazer uma gestão racional dos recursos e não pedir emprestado para além das nossas capacidades e possibilidades”, alerta Luís Salvaterra, Director-Geral da Intrum Portugal.

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