Jantar de família

0
561

O quadro geral de nepotismo e endogamia no Governo, com tantos e por demais conhecidos casos que é cansativo referi-los, é o seguinte: cerca de 50 pessoas de 20 famílias, de acordo com números recentes divulgados pelos meios de comunicação social.

Sobre a necessidade de limitação da nomeação de familiares para o exercício de cargos públicos, Governo e Oposição digladiam-se com argumentos favoráveis ou contrários a nova legislação sobre a matéria. Vem-se questionando até se tal legislação será oportuna, tendo em consideração o período pré-eleitoral que vivemos. Há quem recorde que a ética e o bom senso deverão ser suficientes para que ninguém nomeie familiares para cargos públicos de relevo. Discute-se também se as nomeações cruzadas podem ser admissíveis. Qualquer coisa como: se nomeares a minha mulher, eu nomeio a tua!

Tem-se alegado que a sociedade é agora outra. Não se pode concordar com este argumento. As pessoas não mudaram recentemente de mentalidade e, por isso, estão agora menos receptivas à existência de compadrio. Não se alterou a percepção de favorecimento que se tem sempre que há nomeação de parentes para o exercício de funções públicas. O problema é que o compadrio e a corrupção acontecem sempre com os outros! O farisaísmo é tal que cada um só quer saber dos excessos dos inimigos políticos e subvaloriza os “podres” dos políticos do seu quadrante.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas