Está tudo bem… Dizem eles!

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A política macroeconómica do ministro das Finanças está a sacrificar os serviços públicos essenciais, e a verdadeira dimensão das cativações é a manutenção da austeridade que António Costa diz que já desapareceu. Mesmo quando os portugueses percebem, e de dia para dia com maior dureza, que não é essa a realidade.

A Saúde e os Transportes públicos são os dois sectores mais afectados pela política de cativações do Ministério das Finanças.

Na Saúde, todos os dias surgem notícias de realidades semelhantes às do Terceiro Mundo, como o indigno caso do ‹depósito› de doentes em refeitórios sem condições no Hospital de Vila Franca de Xira, recentemente denunciado.

Nos Transportes, o caos é diário com barcos e comboios suprimidos e material obsoleto a não aguentar o esforço. E se o ministro das Infra-estruturas pede desculpa pela situação, escassos dias depois o seu colega do Ambiente verbaliza outra versão. Matos Fernandes disse mesmo que não existe nenhuma situação de caos nos transportes, o que difere do que toda a gente vê no dia-a-dia e as imagens dos telejornais registam.

Todas estas situações de ruptura na Saúde e nos Transportes reflectem uma realidade indesmentível: o investimento público português em 2019 é o mais fraco da Europa em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), rondando 2,1 %. O ano de 2019 repete assim o de 2018, que foi recentemente avaliado pelo Conselho das Finanças Públicas (CFP).

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