O rapto de Agustina

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Já tinham raptado Fernando Pessoa. Estão a raptar José Régio. Porque não raptar também Agustina Bessa-Luís? Porque é assim que a “esquerda cultural” trabalha: quando uma pessoa não lhe pertence, ela pura e simplesmente rouba-a.

Morreu a grande Agustina, a tecedeira da prosa dos nossos valores, da nossa Tradição. A mulher do Norte que não andou atrás das modas. Que vestia à antiga e falava com sotaque. Que escreveu nos jornais do Porto editoriais que eram espinhas atravessadas na garganta socialista do Palácio de São Bento. Que esteve para chegar a São Bento como deputada, no antigo regime, por acreditar nele (e só não chegou porque, distraidamente, não se recenseou a tempo). Que apoiou Presidentes conservadores e primeiros-ministros que reprivatizaram o País. Que ao falar de política só pensava uma ideologia: Portugal.

Que fazer com esta pessoa grande, agora que morreu e ficou incomodamente encavalitada na História não-politicamente-correcta da Literatura Portuguesa?

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