Europa afasta CDS do PSD

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Os centristas acham que o Governo nada está a fazer para tirar o melhor proveito dos apoios europeus e receiam que as áreas “taxáveis” pela Comunidade – digital, transacções financeiras e ambiente – se possam estender a outras como o mar, a agricultura ou o têxtil, o que teria grande impacto negativo em Portugal.

O CDS é actualmente o único partido que se opõe à criação de impostos europeus, uma vez que o PSD negociou com o Governo um Acordo preliminar sobre o quadro financeiro até 2030, pelo qual deu luz verde para a criação de três taxas: uma sobre as transacções financeiras, outra sobre plataformas digitais e uma terceira relativa ao comércio das licenças de emissão.

De notar que António Costa, nos palcos europeus, diz claramente estar disponível para a criação de impostos, enquanto para consumo interno estes são rebaptizados de “taxas”, pois assim são mais fáceis de aceitar por parte dos contribuintes. A necessidade destes impostos surge pela saída do Reino Unido da União Europeia, o que implica um rombo financeiro que uma Europa a 27 vai ter de colmatar.

Em Portugal, os centristas decidiram dedicar boa parte das suas últimas jornadas parlamentares, em Viana do Castelo, às matérias europeias, dando conta da sua posição diferenciada em relação aos outros partidos, incluindo o PSD.

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