A participação do nosso País na 1ª Grande Guerra tem sido, até agora, um buraco negro na Historiografia francesa.

Os Presidentes das Repúblicas francesa e portuguesa, Emmanuel Macron e Marcelo Rebelo de Sousa, participaram nos últimos dias na homenagem que a França entendeu prestar aos soldados lusitanos que há um século combateram e perderam a vida na Batalha de La Lys, na Primeira Guerra Mundial. As celebrações prolongar-se-ão até 7 de Maio.

É esta a primeira vez que os franceses se apercebem oficialmente do esforço português no primeiro conflito mundial do século XX: até agora, os combates, os feridos e os mortos que oferecemos à causa aliada têm sido pura e simplesmente ignorados, não só pelas entidades oficiais como pelos próprios historiadores académicos.

O Presidente Marcelo, acompanhado pelo primeiro-ministro António Costa, participou no fim-de-semana e ontem, segunda-feira, num conjunto de cerimónias patrocinadas pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, no Arco do Triunfo (em Paris), no Cemitério Militar Português de Richebourg e junto ao Monumento ao Soldado Português de La Couture. As cerimónias integraram-se nas comemorações do centenário da batalha de La Lys, um dos mais importantes confrontos bélicos da 1ª Grande Guerra, em que o Corpo Expedicionário Português foi dizimado. Entre mortos, feridos, prisioneiros e desaparecidos, Portugal perdeu 327 oficiais e cerca de 7.500 soldados.

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