MARIA COSTA

O Bloco de Esquerda diz que a sua avaliação final do Governo de Costa depende do que este fizer na legislação laboral – marcando assim o preço do seu apoio à renovação de uma maioria de esquerda no Parlamento.

Com as sondagens a colocarem o PS a poucos votos da maioria absoluta, o Bloco de Esquerda está apostado em fazer tudo por tudo para se apresentar como o garante da geringonça: o partido indispensável a António Costa para assegurar uma nova maioria parlamentar de esquerda – mesmo num cenário em que o PCP prefira ficar de fora.

Mas os bloquistas querem começar por vender caro o seu apoio a um Governo socialista renovado pós-2019, o que tem o travo de uma quase chantagem política. Para já, criticam a contratação colectiva como a grande falha do pacote apresentado por Vieira da Silva na concertação social.

Catarina Martins defende a revisão da lei laboral para criar “empregos com mais direitos”, escamoteando que a reforma laboral feita nos Governos do PSD/CDS foi a chave que permitiu a Portugal aproveitar o crescimento da Economia verificada em toda a União Europeia para reduzir a taxa de desemprego, pelo que os dois partidos agora na oposição defendem a manutenção do que foi feito

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