PAULO COSTA PEREIRA

Na Venezuela do ditador socialista Nicolás Maduro, a população faminta está agora sujeita a um novo e tenebroso instrumento de controlo: um cartão de alta tecnologia que regista a inclinação de voto do possuidor – permitindo assim ao regime decidir a quem dá comida e a quem a nega!

A Venezuela, espezinhada debaixo de uma ditadura de esquerda desde 1999, entrou em colapso social e económico. As escolas não têm giz, os hospitais não têm ligaduras – e os venezuelanos já não têm o que comer. Apesar de existirem no país lojas privadas, muitas delas propriedade (por agora) de portugueses, apenas o Estado pode fazer importações, e o sistema de distribuição foi nacionalizado. O resultado é que, sem os antigos petrodólares, o Estado não consegue comprar comida.

A situação é trágica. O Estado socialista controla por completo o fornecimento legal de alimentos, graças à nacionalização dos sectores estruturais da economia, algo que o BE e o PCP também querem em Portugal. E, tal como na antiga URSS, o regime socialista viu na miséria do povo uma pérfida oportunidade de controlar a sociedade – dando comida a quem “merece” e negando-a aos “inimigos”.

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