Fundamentalismo animalista chega às universidades e à política

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Num recente debate crispado, Assunção Cristas atirou à cara de André Pinto, líder do PAN, o partido do yoga e dos bichinhos, que com a suas políticas os portugueses comuns passariam a pagar uma fortuna pela comida corrente. Infelizmente, Cristas tem total razão, e os dados indicam que as políticas do PAN certamente levariam os portugueses mais necessitados a passar fome.

A situação alimentar nacional é realmente catastrófica. Portugal apenas é auto-suficiente em vinho, e importa quase tudo o resto. Mas, face a tamanho desastre, os extremistas de esquerda do PAN apenas dizem que quem discorda deles “lida mal com a evolução”. Foi essa, aliás, a resposta que André Pinto, por enquanto o único deputado do PAN, deu a Assunção Cristas, líder do CDS-PP, quando esta lhe perguntou “como explica a uma mãe que um quilo de lombo de porco passa a custar 15 euros?”.

De facto, seria certamente essa a consequência das políticas do PAN, pelo menos quando se olha para os números oficiais da União Europeia. Em quase todos os produtos do cabaz alimentar, os preços da comida em Portugal são praticamente iguais aos da Alemanha, país com salários vastamente superiores aos dos portugueses. 

A única excepção à regra é a carne, cujo preço é cerca de 20 por cento mais baixo do que a média europeia. Nem sequer o peixe, objecto de tantas receitas tradicionais portuguesas, escapa aos brutais aumentos num país com centenas de quilómetros de costa. No início da década de 2010, era 30 por cento mais barato do que na Europa; hoje, graças ao fim da indústria piscatória portuguesa, está ao mesmo preço em todo o velho continente.

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