Nos 40 anos do SNS a maternidade Alfredo da Costa encerra urgência

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Não podia haver pior forma de festejar os 40 anos do Serviço Nacional de Saúde. No Domingo passado, a falta de anestesistas forçou a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, a interromper o serviço de urgência. Será a isto que António Costa chama “investir na Saúde Pública”?

Há vários dias que o serviço já estava “em contingência”, ainda a lutar com os constrangimentos acrescidos da época de férias. Na manhã do último Domingo, precisamente no 40º aniversário da criação de uma rede nacional de Saúde Pública, o serviço de urgência da Maternidade Alfredo da Costa, o estabelecimento português mais especializado na sua área, era obrigado a fechar portas, situação que se manteve até à hora de almoço: a falta de anestesistas para assegurar todas as escalas impediu a prestação de cuidados a grávidas que chegassem de fora. Um péssimo sinal do estado a que chegaram em Portugal os cuidados de saúde materna e infantil.

A situação acabou por ser resolvida, mas só após a divulgação da notícia na internet. Então, sim, uma anestesista alertada ofereceu-se para garantir a escala naquela situação de emergência. Quem se ofereceu foi a própria directora do Serviço de Anestesia da Maternidade.

Nos mínimos

A Maternidade Alfredo da Costa (MAC) estava já a funcionar em regime de “serviços mínimos” de forma persistente. Na véspera, Sábado ao final do dia, a directora clínica tinha mesmo dado ordens para que apenas fossem recebidas mais três grávidas. Apesar das indicações, esse número de três grávidas foi ultrapassado durante a madrugada, e a Maternidade deixou de ter capacidade de resposta para além das mulheres que já se encontravam internadas.

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