Gasolina e sondagens socialistas inflacionadas

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Escrevemos este artigo do centro da capital de França, onde os parisienses, cujo salário médio é de aproximadamente 4000 euros mensais, segundo o Insee, estão em polvorosa porque o preço do litro de gasolina chegou aos 1.50 euros. Na província francesa ainda se encontra gasolina na casa dos 1.3 euros. Entretanto, muitos portugueses, com um salário médio de apenas 1300 euros, segundo o INE, já pagam por todo o país acima dos 2 euros por um litro de gasolina. Ou seja, somos um povo miserável que ganha três vezes menos que os parisienses, mas paga a gasolina 25 a 50 por cento mais cara que eles. Qual a diferença e o que pode explicar tanta desventura? O facto de haver 1.9 milhão de otários em Portugal que votam no socialismo da incompetência e/ou corrupção. São poucochinhos os tapadinhos que votam PS mas prejudicam – e muito – a vida aos outros 11 milhões de portugueses, dentro e fora do país. 

Há cidadãos portugueses votantes no socialismo tão limitados que acreditam que quando Costa lhes cobra mais de 100 cêntimos em impostos por cada litro da gasolina, mas lhes faz um desconto de 10 cêntimos, está-lhes a dar uma “ajuda”, em vez de estar a roubar-lhes 90 cêntimos por litro para negócios ruinosos misturados com política. Ficam pateticamente agradecidos ao PS quando abastecendo 50 litros de gasolina pagam mais de 50 euros em impostos e só recebem 5 euros de “ajuda”, enquanto os outros 45 euros lhes são desviados para pagar negócios dos donos do PS, como a TAP, BES, CP, SIRESP ou as barragens da EDP.

Cidadãos assim crédulos são, realmente, um sustentáculo do pântano socialista terceiro mundista que nos coloca em último da Europa, como os mais taxados e mais mal pagos, mas, felizmente, são cada vez menos. No entanto, só há uma coisa com tanta inflação como os impostos do PS, sempre a crescerem, que são as sondagens à portuguesa, também elas sempre inflacionadas com votos socialistas a mais. 

Vão começar a aparecer, de novo, sondagens dando vitórias ao PS. Desta vez para as próximas legislativas. Todos percebem que nas derrotas de Costa contra Passos e de Medina contra Moedas as sondagens já estiveram inflacionadas, com eleitores socialistas inexistentes a mais. Acreditamos que acontecerá também o mesmo quando chegar a vez de Pedro Nuno contra Paulo Rangel. Sobre um possível embate Costa contra Rio, nas próximas legislativas, só sabemos que as sondagens darão sempre Rio a perder, mas este poderá até ganhar, como aconteceu a todos os outros seus colegas do PSD. Desconhecemos se a falta de oposição de Rio significa falta de vontade de vitória ou, pelo contrário, uma estratégia para a mesma, esperando só o desgaste do PS, adaptando-se a um país e a uma comunicação social que também não valoriza a oposição, o contraditório ou o confronto de ideias. 

Sobre sondagens ou qualquer outro assunto, nos jornais, rádios e canais de TV portugueses parece ser de mau tom e falta de educação tudo aquilo ou aqueles que questionarem o que nunca é questionado. Este polido marasmo monocórdico talvez tenha reminiscências no nosso passado cultural ditatorial.  

O próprio Rui Rio, quando finalmente faz oposição, por exemplo questionando, com razão, as sondagens que visavam beneficiar o PS em Lisboa, é logo chamado à atenção pelos jornalistas pela sua falta de boas maneiras. Dizem-nos que questionar as sondagens é “conversa de tasca”. Qualquer questão de Rio mais incómoda e em linguagem simples e fácil de entender sobre as sondagens poderem ser uma “vigarice” ou “compradas” é imediatamente reprovada. A submissão ao poder vigente é mais valorizada. Que ideia essa do líder da oposição se atrever a discutir enviesamentos mediáticos e nas sondagens a favor do poder!

Isto mesmo, agora que se sabe que até na Áustria, com mecanismos muito mais sólidos de justiça e controlo dos dinheiros públicos, o chanceler se demitiu devido a alegações que usou dinheiro público para subornar empresas de sondagens para estas usarem metodologias que o beneficiassem. No entanto, em Portugal, com um historial de corrupção ao mais alto nível, muito mais grave que na Áustria, e até com o responsável da maior empresa de sondagens muito próximo de um primeiro-ministro indiciado por corrupção, até os mais excelentes jornalistas se recusam a aceitar que pode existir manipulação das sondagens a favor do poder. 

Tal manipulação pode ser feita desvirtuando o método legítimo da imputação estatística. Este consiste em atribuir valores a dados que faltam, ou seja, no caso das sondagens, votos no PS a quem se recusou a responder à sondagem. Isso não é necessariamente má prática científica. No entanto, pode ser desvirtuado para atribuir votos no PS aos eleitores que se recusam a responder às sondagens, precisamente porque nunca irão votar PS, mas não o querem admitir a um entrevistador. O melhor para a maioria silenciosa que se abstém, ou não vota PS nas eleições, é recusar-se a responder. Todos sabemos que em Portugal há receio de contrariar o PS por medo de represálias. 

É legítimo, até certo ponto, imputar votos em partidos àqueles eleitores que se recusam a responder a sondagens. O problema está que tipo de imputação se faz, para que lado tende. Independentemente de todos os cálculos matemáticos que se possam fazer, por de trás deles está uma decisão subjectiva. Por isso qualquer imputação estatística deveria ser contra-analisada e criticada por outros estatísticos, em vez de ser logo publicada. Por exemplo, por jornalistas ansiosos de anunciarem vitórias de um partido que dá bastantes apoios vindos de dinheiros públicos aos seus jornais. 

Por regra, as sondagens políticas portuguesas põem a maior fatia daqueles que se recusarem a responder às sondagens como votantes do PS, em vez de, por exemplo, votantes na oposição. São algo simplicistas, ou tendenciosas, dependendo do ponto de vista. Escolhem o caminho mais fácil de atribuir votos às recusas, na mesma proporção de quem deu a sua opinião sem se recusar. Em termos simples, e por exemplo, se 40% dos que responderam disseram que iam votar PS, então 40% dos que se recusaram a responder são considerados também votantes do PS. Em termos mais complexos, quando muito as sondagens portuguesas fazem a correcção das abstenções, imputando também as recusas em parte para a abstenção e outros partidos, na mesma proporção das eleições passadas ou das respostas dadas.  

Num Portugal onde até há uma frase de um socialista tornada em ditado popular, que afirma que “quem se mete com o PS leva”, é mais natural que quem se recusa a responder, ao contrário dos que respondem, não irá votar PS. Tais eleitores têm repugnância pela já referida decadência do PS, mas receio de o admitir a um entrevistador estranho, provavelmente a fazer uma sondagem para o PS, paga, directa ou indirectamente, com dinheiros públicos. Mal sabe esse eleitor que não votará PS, que ao recusar responder está a ser contado como eleitor do vitorioso PS. Esperemos que, nas próximas eleições legislativas, venha mais uma desilusão para o PS e queda nas urnas em relação a tais sondagens. Isto para ver se, uma vez livres de socialistas corruptos e/ou incompetentes, os nossos salários possam finalmente começar a aumentar para perto dos níveis franceses e os nossos preços de gasolina também a baixarem para esses níveis. Os franceses a melhor coisa que fizeram foi verem-se livre dos socialistas e está na altura dos portugueses começarem a fazer o mesmo! ■