Governo em apuros num ano com três eleições decisivas

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O DIABO avalia a ‘performance’ do chefe do Executivo e dos
seus 16 Ministros e antecipa os desafios que cada departamento vai ter de enfrentar em 2019.

Em plena ressaca do Natal, na hora de almoço de 26 de Dezembro, António Costa era mais um vulgar cidadão a pôr no lixo, para reciclar, os embrulhos e outros dos desperdícios da quadra. O banal da actividade do Primeiro-Ministro foi testemunhado pela vizinhança, na avenida do Uruguai, em Benfica. O PM começa assim 2019 em Lisboa, regressando depois de anos em Sintra, apenas interrompidos por uma breve passagem por uma casa na Avenida da Liberdade.

Ultrapassadas as questões da logística doméstica, Costa teve de se dedicar a planear politicamente um 2019 cheio de eleições – Europeias, Legislativas e Regionais na Madeira – e com um cenário de Economia a desacelerar em Portugal e na UE. Dificuldades da área da Economia que podem pôr em causa a convivência com os parceiros da geringonça, pois o regresso das vacas se não magras, pelo menos a emagrecer, é um motivo acrescido de problemas. Depois de anos em que a conjuntura ajudou, o regresso das dificuldades vai pôr Costa à prova. O quadro internacional também é inquietante, com o Reino Unido a divorciar-se da UE e vários problemas graves em países fundamentais como Itália e França. Isto já para não referir que Merkel deixou a liderança do seu partido, e apenas irá ficar ao leme da Alemanha até ao final do mandato de chanceler. Na Europa, apenas a Rússia de Putin parece ir de vento em popa, mas isso pode vir a ser mais um enorme problema.

Para quem, como Costa, sempre foge dos problemas, a queda nas sondagens e o pico de contestação nas ruas são o verdadeiro terror para 2019.

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