Greves nos transportes: O caos segue dentro de momentos

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O adiamento da greve desta semana nos barcos da Soflusa foi apenas uma manobra sindical para acalmar a hostilidade do público utente, farto de ser massacrado por paralisações. O caos segue dentro de momentos.

Os trabalhadores da Soflusa decidiram suspender a greve marcada para anteontem. O pretexto invocado para a desmarcação foi uma reunião entretanto agendada com o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade e a administração da empresa. Em comunicado, o Sindicato da Marinha Mercante, Indústrias e Energia (SITEMAQ) alegou que espera que a reunião seja conclusiva e que seja possível evitar a paralisação, que passou da última quarta-feira, dia 12, para a próxima terça-feira, dia 18. À hora de fecho desta edição, o cenário de greve mantinha-se no horizonte.

Mas a verdade é que raramente um sindicato de esquerda abdica de uma greve para ir negociar: pelo contrário, habitualmente reforça a pressão grevista para se sentar à mesa das negociações com mais “argumentos” e gritaria.

A explicação é outra: o SITEMAQ tem consciência de que as suas greves são muito mal acolhidas pela opinião pública e, em especial, pelo público utente dos barcos da Soflusa, que asseguram a ligação Lisboa-Barreiro. A reunião com o governante foi uma saída airosa e um pretexto para tentarem atenuar a impopularidade dos grevistas, ainda por cima numa semana de feriado nacional e de feriado municipal na capital, com o baixo número de utentes a não justificar uma paralisação em forma.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas