Marcelo dá “puxão de orelhas” a Costa

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Mais de um mês depois do seu discurso do 25 de Abril, no Parlamento, Marcelo Rebelo de Sousa recuperou o tema para dar uma valente bicada no primeiro-ministro.

No final das comemorações oficiais do 25 de Abril deste ano, usando uma linguagem que já denunciava certa tensão entre os palacetes de Belém e São Bento, o primeiro-ministro considerou que o discurso pronunciado nesse dia pelo Presidente na Assembleia da República era “difícil de interpretar, como a arte moderna”. Manifestamente, Marcelo não gostou da ironia, mas não voltou a falar no assunto. Até à última semana…

Marcelo Rebelo de Sousa voltou agora à carga nas críticas a António Costa.

O Presidente da República reafirmou há dias que, logo depois da sessão evocativa, ficou perplexo com a reacção de António Costa ao seu discurso do 25 de Abril. E preto no branco salientou que não são “arte abstracta” os casos de crise de sistemas políticos que proliferam na Europa. Pois foi esse o tema da intervenção presidencial de há um mês no Parlamento.

Marcelo Rebelo de Sousa falou, na passada semana, no colóquio “Combater os medos – do terrorismo, da inteligência artificial, das alterações climáticas e dos refugiados”, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e retomou o tema. Precisamente quando dois países fundamentais para a União Europeia pela sua dimensão, como Itália e Espanha, estão em grave crise política que pode contaminar o resto do espaço europeu. Para já, as bolsas estão em queda e os juros de Itália a subir de forma significativa, sofrendo Portugal com um fenómeno de arrastamento, já que o nosso País tem uma enorme dívida pública.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.