Os números do Eurostat são claros: os portugueses estão a ser esmagados por uma carga de taxas ruinosas que tornam a nossa energia uma das mais caras do mundo. O primeiro-ministro gosta muito de falar em “virar a página da austeridade”, mas a verdade é que nunca pagámos tantos impostos como hoje.

“Provámos que era possível virar a página da austeridade”, assim concluiu António Costa o seu discurso no último congresso do PS, há pouco mais de uma semana.

O uso do chavão do costume foi novamente derrotado pelos números que chegaram quase imediatamente a seguir a Costa ter pronunciado a “blasfémia”. Segundo o Eurostat, a organização que elabora estatísticas na União Europeia, o preço do gás, da electricidade e da gasolina em Portugal estão entre os mais elevados da Europa e do mundo.

São números que, por mais que tente, o Executivo da geringonça não consegue manipular: qualquer português os sente como bem reais sempre que pára o carro para abastecer numa bomba.

Esta evidência foi sublinhada ao longo de toda a última semana nos meios de comunicação e nas redes sociais, mas sem o necessário contexto para o qual O DIABO tem vindo a alertar há vários meses: Portugal está a caminho de ser o país mais pobre da União Europeia, averbando actualmente o sétimo pior rendimento per capita da União Europeia.

Mas, paradoxalmente, somos ao mesmo tempo um país onde se praticam alguns dos preços mais elevados da Europa. E no caso da energia, os culpados são facilmente identificáveis, pois deles depende pessoal e politicamente a política fiscal para o sector: António Costa e Mário Centeno.

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