Maria d’Aljubarrota

O PSD não é propriamente um partido: é uma plataforma de encontros, é um entroncamento de linhas férreas, é um placard onde se penduram as ofertas e as procuras. É um front office com serviço de secretariado. Quem não entender isto, não percebe por que razão o PSD está às aranhas; e também não percebe por que razão não tem a menor importância que ele esteja às aranhas. Vejam se me percebem, que eu hoje estou com veia de analista.

O PSD não nasceu a uma mesa do Pabe, após o 25 de Abril, assistido por Sá Carneiro, Pinto Balsemão e Magalhães Mota, democratas ansiosos por participarem nas alegrias do novo regime. Não.

O verdadeiro parto do PSD (quando ainda nem sequer tinha nome) aconteceu um ano antes, no Largo Trindade Coelho, porta 21, 2º andar, ao Bairro Alto lisboeta – onde funcionava a Comissão Central da Acção Nacional Popular, ao tempo em que se despedia de nós a Outra Senhora, cansada e crivada de dúvidas. Foi na era das contradições que ele viu a luz do dia, quando já não se era uma coisa e ainda não se era a outra.

O PSD era João Salgueiro e Miguel Caetano, Correia da Cunha e Miller Guerra. O PSD era João Bosco e Sá Carneiro, Francisco Balsemão e Magalhães Mota, Vasco Vieira de Almeida e Correia da Cunha. O PSD era Silva Pinto e Xavier Pintado, Rogério Martins e Marcelo Rebelo de Sousa. Era a SEDES. Era a memória de Zé Pedro Pinto Leite, o líder natural que a morte levou na Guiné. O PSD era um plasma que já não estava com o coração em Marcello Caetano e ainda não conhecia o MFA.

Por estar na encruzilhada, o PSD era neo-liberal e era socialista. Era social-democrata e personalista cristão. Às vezes era Veiga Simão, outras vezes era Pereira de Moura. Umas vezes era Mário Cardia, outras Sophia de Mello Breyner. Era pelo Ultramar e não era pelo Ultramar. Era Spínola e não era Spínola. Num dia era o ‘Expresso’ e no outro a ‘República’. De uma vez, Braz Medeiros; de outra, Piqui Ruella Ramos. Ora Raúl Rêgo, ora Josemaria Escrivá. Ou Artur Portela ou Ruben Andresen Leitão. A meio caminho entre António Alçada e Mário Murteira.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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  • Steven Seagal
  • Rafael Batista

    se o psd e constiuido por gente gatuna nao sei o que pensar do ps a começar no pai da democracia como os sem miolos lhe chamam chegou ao pais depois de ter estado de ferias em frança e morreu deixando uma fortuna milionaria arranjou a como sabe eu nao mas desconfio depois desse temos varios que nao digo os nomes que me da vomitos e agora sao os mais ferranhos apoiantes deste documento a pedir que os partidos sejam subsidiados pelo estado isençao de iva etç talvez para pagarem os vinte milhoes que devem a banca por agora chega