Maria d’Aljubarrota: “Quem semeia ventos…”

0
746

Ironias da vida: a “geringonça” esquerdista chega a Espanha no preciso momento em que António Costa, seu pioneiro, começa a querer livrar-se dela em Portugal.

Broncos e teimosos que nem mulas, os espanhóis hão-de amargar a “solução Sanchez” (que teve agora ainda menos votos do que Costa conseguiu em 2015) até aprenderem a lição. Depois voltarão a querer um Governo de Direita, pois é isso que está na natureza das coisas.

Mas o PS português, que semeou ventos, há-de colher tempestades muito para lá da governação e da alternância. A questão ideológica, posta com rudeza (e tiques de rufião), no congresso da Batalha, por um rapazola chamado Pedro-Nuno-não-sei-o-quê, há-de fazer a cama em que o Partido Socialista se deitará.

*

Temos sempre de voltar às causas.

Quando, depois de ter arrotado postas de pescada, António Costa se viu com uma derrota de carapau-de-gato nos braços, em 4 de Outubro de 2015, só lhe restavam duas opções: ou aceitava o resultado com hombridade e arriscava aí toda a sua “carreira” (sim, por que é de autênticas “carreiras” profissionais que se trata – e de “vidinhas”, como desdenhava o grande O’Neill); ou encontrava uma maneira de passar a perna ao verdadeiro vencedor (o PSD de Pedro P. Coelho), transformando a humilhação em vingança.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.