Maria de Aljubarrota: Este Portugalinho infanto-juvenil

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Se o exemplo vem de cima, estamos servidos. António Costa, que ainda não sabe bem como chegou a chefe do Governo da Nação, teve na última semana uma recaída e voltou a ser o Babush da Juventude Socialista, sempre tentado a mais uma golpaça gira para surpreender o pessoal da plateia. À sua volta, aplausos e palmadas nas costas premiando o governante “preocupado” (sublinho as aspas) com os encargos que há-de deixar à posteridade, “responsável” (aspas) e “sensato” (mais aspas), “sério” (muitas aspas) e “indignado” (aspas, aspas, sempre aspas) com o despesismo oposicionista. Uma bela palhaçada clássica.

Ninguém se recorda já de que foi ele mesmo quem criou o problema que está posto, ao prometer aos professores aquilo que não podia dar-lhes, ao alimentar essa promessa para ficar nas boas graças de sindicatos, de leninistas e de trotskistas, depois ao mudar de caraça e ao endurecer a negativa do Governo, mantendo a duplicidade perante os camaradas de geringonça, ambíguo e múltiplo, como de costume.

Toda a gente sabe que não se pode confiar em António Costa, que ele tem uma queda nata para a fantochada, para negar o que fez e acusar o parceiro de carteira. Mas este percurso truculento, de adolescente que não se importa nem quer saber, parece agradar aos outros miúdos que são o Portugalinho infanto-juvenil em que vivemos hoje.

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