Nada escapou ao desvario esquerdista comunista socialista

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Enquanto interessou aos actuais dirigentes e deu “jobs for the boys”, o PS de Costa e de Pedro Nuno Santos orgulhou-se de ser um partido subitamente radical de esquerda, que cantava e gritava em plenos e unidos pulmões com o PCP e com o BE “vamos pela esquerda!”. Foi esse o “slogan” usado na campanha legislativa, logo a seguir ao golpe contra o centrista Seguro, que levou à expulsão e perseguição de todos os outros centristas que estavam com ele. 

O PS foi, assim, o maior amigo do BE e do PCP, enquanto a extrema-esquerda, adepta de ditadores comunistas que cometeram genocídios gigantescos, tudo possibilitou aos socialistas. Durante seis anos estes partidos permitiram todos os desvios do Estado para negócios ruinosos misturados com política e todas as nomeações de “boys” socialistas sem quaisquer qualificações (ou com qualificações falsas no CV) para corromper a Justiça nacional e europeia, os reguladores ou os cargos técnicos no Estado ocupados por políticos sem qualquer qualificação técnica, mesmo quando estava em jogo a protecção civil, a saúde e salvar vidas humanas. 

Não queríamos nós acreditar – nem o ex-ministro Adalberto Campos Fernandes mal pode acreditar, segundo declarações suas recentemente ao “Observador” – ao verificar-se que o esquerdismo radical no PS tornado bloquista desceu ainda mais fundo do que no pós-golpe de Costa e Pedro Nuno contra Seguro, ao ponto de vermos a actual ministra da Saúde cantar-nos canções anacrónicas de esquerda ligadas ao partido comunista em vez de propor soluções para a resolução dos atrasos imensos no SNS. Durante o chumbo do orçamento, insistia esta recente socialista que era ainda mais comunista que os comunistas. 

Cantigas comunistas aparte, durante a pandemia, de Março de 2019 a Fevereiro de 2021, o SNS fez menos um milhão e meio de consultas do que nos dois anos anteriores. O número de cirurgias também caiu 25%. Mais de 150.000 mulheres não tiveram acesso a uma mamografia nos dois últimos anos, entre tantos outros rastreios oncológicos em atraso. Em vez de contratarem médicos e enfermeiros, os socialistas contrataram 65.000 funcionários públicos não se sabe bem para quê, mas de certo muito esquerdistas. 

Também à boleia do desvario esquerdista do aumento do Estado e dos empregos socialistas, para nada se não proveito próprio, aumentaram a despesa pública desde o primeiro orçamento de Estado conjunto, em 2016, em mais de 20%. Fizeram crescer tal despesa pública, em negócios ruinosos como a TAP ou a CP, de 86 mil milhões de euros, em 2016, para 104 mil milhões no orçamento executado de 2021. Isto sem qualquer melhoria dos serviços públicos para os cidadãos. Interessava-lhes muito invocarem ideologia esquerdista para se alimentarem do Estado.

Em Portugal temos de parar de cantar canções comunistas, que talvez fossem apropriadas para uma revolução de Abril do século passado, mas já não são, uma vez que tal revolução, infelizmente neste século XXI, degenerou no socialismo empobrecedor, corrupto e inapto, com mais de metade da população a não votar, em vez da democracia liberal ocidental rica e participativa, com que os fundadores do PS, de centro-esquerda moderado, sonhavam há quase 50 anos. 

De certo na Venezuela e na Coreia do Norte, quando pedem contas e resultados aos ministros, estes, em vez de responderem com dados técnicos, também por lá cantam cantigas comunistas esvaziadas de sentido. Enquanto apregoam os benefícios do comunismo, vão gozando para si próprios o melhor do capitalismo.

Assim, o PS tornou-se radical de esquerda e, só porque isso, era conveniente para a nova direcção agarrar-se ao poder e distribuir empregos com o apoio do BE e PCP. Não hesitou em negar os massacres russos comunistas impostos ao povo ucraniano, morto à fome no passado, chegando até a juntar-se a Francisco Louçã, a fazerem pouco de quem corajosamente não esquecia massacres comunistas, como Aline Beuvink. O PS nacionalizou a TAP da qual já estávamos livres e para a qual fomos arrastados para esbanjar infindavelmente milhares de milhões de euros. Isto por questões ideológicas esquerdistas a servirem os interesses dos negócios ruinosos misturados com política, sempre ligados ao PS, e ávidos de desviar dinheiro dos contribuintes para proveito próprio a coberto de ideologia esquerdista radical. 

O PS tornou-se uma imitação de imitações esquerdistas. Imitando o BE que imitava os jornais mais esquerdistas de língua inglesa, o PS importou para Portugal o novo marxismo pós-modernista tresloucado anglo-saxónico. Propôs a destruição de estátuas, como o Padrão dos Descobrimentos, para desonrar os nossos maiores feitos, os nossos antepassados e a nossa história dando novos mundos ao mundo. No PS de Costa e de Pedro Nuno Santos quiseram lá saber da “ocidental praia lusitana” e do bom senso. Pondo o seu fervor radical de esquerda internacionalista acima da pátria, fizeram pouco do canto de Camões e dos barões assinalados e propuseram a remoção dos brasões frente ao mosteiro dos Jerónimos. Na mesma linha americana esquerdista radical maluca, antes só importada pelo BE, os jovens de meia idade no PS propuseram a desconstrução total e radical súbita do género e da família, sem olhar nem permitir debater qualquer princípio biológico científico, começando pela educação escolar imposta à força e sem debate a todas as famílias tradicionais. Nem deixaram mulheres inteligentes, como J. K. Rowling, autora de Harry Potter, falar. Criaram divisões artificiais entre sexos e raças como viam fazer aos esquerdistas radicais americanos e ingleses, ainda mais radicais e fracturantes. Tal e qual como um algoritmo descontrolado do “Facebook” a promover discórdia e divisão para longe do centro e do bom senso a favor do lucro, pediram o cancelamento de intervenções e aparições públicas de pensadores centristas ou de direita liberal tradicional, como a do professor Jordan B. Peterson, autor das “12 Regras para a Vida”. 

Igualmente, como bons e sectários comunistas, no PS sanearam e ostracizaram quem pensasse diferente e ousasse questionar tanto comunismo súbito num partido anteriormente socialista, democrático de centro-esquerda, moderado e sem dogmas. Nada escapou ao desvario esquerdista-comunista-socialista. 

No PS, aceleraram como doidos pelo esquerdismo radical adentro, usando e abusando de todos os privilégios típicos comunistas, incluindo o matar com impunidade. Ainda não vimos opositores serem abatidos na Praça Vermelha ou envenenados, sem qualquer responsabilização dos políticos comunistas mandantes, mas houve um ministro socialista-comunista a acelerar loucamente numa estrada alentejana e a matar um trabalhador, sem qualquer responsabilização ou justiça. Sem qualquer intervenção da polícia e da Justiça para averiguar, em vez de esconder, a velocidade de um potencial assassinato involuntário, certamente, mas evitável se as regras do estado de direito ainda fossem respeitadas no Portugal socialista, subitamente comunista. 

Há assessores e motoristas socialistas para tudo menos para assumirem responsabilidades e servirem os cidadãos. No entanto, nos concursos que realmente interessam à população e que exigem capacidade técnica, por exemplo para médicos de família em Lisboa e Vale do Tejo, menos de metade das 230 vagas abertas foram preenchidas. Os portugueses definham sem médico de família enquanto ouvem, inacreditavelmente, cantigas de revolução ridicularizadas pela farsa socialista-esquerdista-radical-comunista. Se não forem votar nas eleições e tratarem da saúde ao PS, votando em massa contra a tragicomédia comunista em que se tornou, o PS continuará a cantar cantigas e a só tratar da sua saúde e dos seus “boys”, por todo o lado parasitas do Estado, menos daquilo que interessa aos cidadãos. ■