O eleitoralismo rasteiro das progressões

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Os socialistas sempre foram conhecidos pelas suas medidas eleitoralistas. Mas este ano excederam-se na sua tradicional falta de vergonha e vieram publicar, a escassos dias das europeias, os diplomas que permitem aos funcionários receber já 75% do valor das progressões A e que “descongelam” as carreiras especiais, em que se incluem militares, juízes e polícias.

António Costa sabe como conquistar votos, não há dúvida. E uma das receitas é levar o votante às urnas com os bolsos mais cheios. É o que acontecerá este fim-de-semana com larguíssimos milhares de funcionários públicos: aqueles que reuniram dez pontos na avaliação de desempenho nos últimos anos, começaram já a receber com o salário deste mês – pago a partir da última segunda-feira, 20 de Maio, seis dias antes das eleições – 75% da progressão que esteve congelada, e que passará a ser paga na totalidade em Dezembro.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério das Finanças, quase 60% dos funcionários públicos tiveram progressões ou promoções até Fevereiro deste ano, desde que o descongelamento de carreiras entrou em vigor, em Janeiro de 2018.

Mas a CGTP, a central sindical afecta ao PCP, não se dá por satisfeita e garante que os protestos são para continuar. Militares e corpos de polícia também não escondem o descontentamento com estes diplomas, que apenas viram a luz perto das europeias. Para além disso, todos esperam que o Parlamento ainda acabe por legislar neste domínio.

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