O que é a liberdade de expressão?

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Recentemente, Maria de Fátima Bonifácio, uma historiadora com algum renome e professora universitária, escreveu um artigo no jornal ‘Público’ sobre quotas para ciganos e cidadãos de etnia africana nos órgãos políticos, no Governo ou na Assembleia da República.

A discussão ficou ofuscada pela forma desastrada, e a colocar-se a jeito, de Maria de Fátima Bonifácio, que, no seu artigo, fez considerações abusivas sobre a comunidade africana, afirmando que esta não pertencia à “milenar Cristandade”, anulando pela forma o conteúdo com algumas verdades no seu texto. É evidente que um português que ame o seu País, ama os povos que se integram na comunidade, sejam de que raça forem, tenham o país de origem que tenham. O que une os portugueses é a Língua, como tão bem Fernando Pessoa afirmou, e o amor a este País, não a cor da pele ou a religião. É evidente Portugal tem uma matriz cristã, uma cultura cristã, e que essa matriz se reflecte no humanismo, na tolerância, no respeito por cada ser humano e no amor a todos. Nunca a negar o próximo.

Quem não reconhece ao Tenente-Coronel Marcelino da Mata, Cavaleiro da Antiga e Mui Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, um preto retinto da Guiné, o mais puro africano, o mais puro nobre e leal português, o mais condecorado oficial do exército, o estatuto de grande herói português? Quem não reconhece homens como Marcelino da Mata, e muitos outros africanos, ou mesmo quase todos os que vivem integrados em Portugal, onde se destaca também a africana e portuguesa ministra da Justiça, Francisca Van Dunen, está a ofender todo um País, está a generalizar e a ser grosseiramente racista. As generalizações grosseiras e ofensivas deram à brigada do ‘politicamente correcto’ pano para mangas para zurzir Maria de Fátima Bonifácio e não reflectir sobre o assunto, as faladas quotas.

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