Obviamente demita-se, Sr. Costa!

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Ficou para a História a célebre frase do General Humberto Delgado “Obviamente, demito-o”, quando indagado pelo correspondente da “France Press”, Lindorfe Pinto Basto, sobre o que faria com Salazar caso fosse eleito Presidente nas eleições de 1958.

Sem qualquer sentimento sebastiânico, porque do passado não reza a história, aqui se relembra a frontalidade do General, lamentando vivamente que em termos de coragem, o actual Presidente Marcelo Rebelo de Sousa esteja nos antípodas.

Vivemos numa autêntica República das Bananas, de que o responsável último e principal é António Costa!

O já falecido Jorge Coelho, figura grada do PS, teve a honestidade de se demitir aquando da queda da ponte de Entre-os-Rios, um funesto acidente cuja responsabilidade directa nunca se lhe poderia atribuir.

Mas Jorge Coelho, autor da infeliz frase “quem se mete com o PS leva”, surpreendeu pela positiva, assumindo as suas responsabilidades enquanto cabeça de uma estrutura orgânica (Ministério).

António Costa, no decurso dos gravíssimos incêndios de 2017, manteve-se firme no seu posto de veraneante e passou incólume por entre as labaredas.

Costa apenas é primeiro-ministro porque foi política e eticamente desonesto aquando das eleições de 2015, que perdeu para Passos Coelho, repetindo a atitude traiçoeira já antes tida com o seu companheiro de partido, António José Seguro.

Costa não se recomenda, até porque nada tem para oferecer aos portugueses.

Depois de lhes ter prometido facilidades, eis que os mergulha numa crise ainda mais profunda do que na época da “troika”, com reflexos bem visíveis, por exemplo, nos campos da alimentação e habitação dos cidadãos portugueses.

Procura manter o poder pelo poder, com base numa política assistencialista (ainda por cima miserável) que só engana os tolos que lhe proporcionaram a maioria absoluta, que tem desaproveitado em absoluto, não levando a cabo as reformas de que o país tanto necessita.

Os casos e casinhos são inúmeros, e o recente casão da TAP e do seu rapaz de mão Galamba, ilustram um total clima de irresponsabilidade, de mentira e de desrespeito pelo esforço fiscal a que os portugueses estão sujeitos e pelos sacríficos que estão a passar.

Metaforicamente falando, ao morder a mão a Marcelo, mantendo Galamba como ministro, transformou este e a si próprio em autênticos “dead walking men”.

Como se não bastasse, enquanto Galamba tentava apagar o fogo na CPI da TAP, Costa lançava foguetes no concerto dos “Coldplay”, em Coimbra, com se nada se passasse de especialmente relevante. Ou terá ido aprender com Chris Martin a ser um melhor instrumentista?

Como é possível que a terceira principal figura do Estado se comporte desta forma ligeira, atrevida e vincadamente irresponsável?

Costa não tem noção de que não é um cidadão comum? Não sabe que tem de dar o exemplo? Ou a falta de vergonha e pudor é de tal ordem que interiorizou que tudo lhe é permitido?

Por tudo isto, e porque a sua acção política é vincadamente funesta para o país, só podemos afirmar: “Obviamente demita-se, Sr. Costa!”