Onde pára Eduardo Cabrita?

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O ministro da Administração Interna tem mantido nas últimas semanas um perfil super reservado, evitando mesmo aparecer em situações onde devia oficialmente marcar presença. 

Para a generalidade dos observadores políticos, as razões do ‘desaparecimento’ do ministro Eduardo Cabrita só podem ter uma leitura: que, a escassos meses de eleições legislativas, convém ser o mais discreto possível no que toca a más notícias. E Cabrita bem sabe que várias áreas de competência do seu Ministério – polícias e incêndios – podem ter um potencial político tóxico.

No caso dos graves incidentes na linha de Sintra, Eduardo Cabrita nem sequer teve uma palavra de apreço pela acção da PSP, nem tomou medidas, deixando as populações com um sentimento de abandono. Foram os populares que se chegaram à frente e promoveram uma manifestação espontânea de apoio à PSP, frente à esquadra de Massamá. A iniciativa tinha como objectivo “valorizar e agradecer” a intervenção das forças de segurança devido às agressões e às muitas críticas públicas que sofrem no desempenho das suas funções.

Já nos recentes incêndios, Eduardo Cabrita apareceu de forma fugaz a dizer que os órgãos de polícia criminal estão a investigar a origem dos incêndios que deflagraram no distrito de Castelo Branco, manifestando “estranheza” por terem começado “separados por poucos minutos”. “Estes incêndios tiveram condições meteorológicas muito difíceis, condições orográficas favoráveis à sua projecção muito rápida, e circunstâncias que estão a ser investigadas pelos órgãos de polícia criminal”, afirmou Eduardo Cabrita em declarações aos jornalistas na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, em Carnaxide.

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