O taxador implacável

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Apesar das promessas eleitoralistas de António Costa, o preço dos combustíveis não pára de aumentar. A razão é simples: o Governo agravou os impostos e recusa-se a baixá-los. Graças aos constantes aumentos, Portugal alcançou um novo recorde mundial: já praticamente não há um país onde a gasolina seja mais cara do que na velha pátria lusitana.

A frente de esquerda actualmente no poder prometeu-nos o fim da austeridade, mas o condutor português não sente diferença nenhuma na gasolineira. Aliás, a tendência nos últimos meses tem sido sempre para o aumento do preço dos combustíveis. Sem parar. Que abastecer em Espanha é mais barato do que em Portugal já é um facto adquirido; mas os números provenientes da agência de notícias económicas ‘Bloomberg’ revelam-nos o quão dramático para os nossos bolsos este aumento realmente está a ser. 

Na bomba de abastecimento, um alemão paga uma média de 1,47 euros por litro pela sua gasolina, e isto recebendo no emprego um ordenado de alemão, não um mísero salário português. Um inglês paga 1,42 e um francês 1,52 euros por litro.  O português, esse, paga em média 1,53 euros por litro. E com um vencimento de português, já de si taxado pela carga fiscal mais elevada de sempre. No velho continente, apenas os gregos, recentemente libertados de mais uma experiência socialista falhada, e os noruegueses pagam mais cara a sua gasolina. Os americanos e os canadianos, esses, riem-se do socialismo europeu, pagando apenas 70 cêntimos e 90 cêntimos, respectivamente, por cada litro de gasolina consumida.

Os portugueses já tinham sido alertados para estes valores exorbitantes, tanto por este jornal como pela oposição à actual frente popular no poder, mas olhando para os últimos meses compreendemos como o primeiro-ministro evitou ter que lidar com a questão.

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