Paulo Morais: “Os partidos do centro deixaram-se capturar pelos negócios”

0
841

Se houver alternativas no centro do espectro político, os eleitores não necessitam de se ir entregar nos braços de extremismos” – garante Paulo Morais em resposta a um questionário d’O Diabo. Concorrendo às eleições europeias de Maio sob a marca “Nós, Cidadãos!”, Paulo Morais alerta: “A opinião pública está anestesiada. Quando acordar, poderá, de forma esclarecida, escolher uma alternativa política. Mas, se acordar de forma irreflectida e emocional, o País poderá experimentar experiências perigosas”. Assegura que os objectivos desta candidatura “são exactamente os mesmos” que o levaram antes a candidatar-se à Presidência da República: “a defesa da transparência na política, o escrutínio da vida pública, a defesa da boa aplicação dos recursos”

Qual vai ser o seu ‘slogan’ da sua campanha às eleições europeias de 26 de Maio?
Mais importante do que o ‘slogan’, são os princípios orientadores da candidatura: a cidadania, a participação cívica, a devolução do poder democrático aos cidadãos.

Disse que esta candidatura “resulta da confluência de duas vontades”: “a minha vontade de me candidatar ao Parlamento Europeu e também a vontade de um conjunto de personalidades que me foram aliciando para este projecto nos últimos meses, e todas essas vontades confluíram numa coligação entre dois partidos – ‘Nós, Cidadãos!’ e o MPT”, referiu. Mas a coligação não avançou…
Formalmente, a coligação foi recusada pelo Tribunal Constitucional, por razões que, até hoje, não consegui compreender. Como não havia tempo útil para recursos, decidimos manter o projecto e a lista, concorrendo pelo Movimento ‘Nós, Cidadãos’. Aliás, sendo eu o cabeça de lista (independente), o número dois é o Presidente do MPT e o terceiro é do ‘Nós’, como estava inicialmente previsto.

Como vê o chumbo do Tribunal Constitucional?
Não entendo. Nem esta, nem muitas das decisões do Tribunal Constitucional. O TC é um tribunal cujos juízes são nomeados pelos Partidos com assento parlamentar. Assim sendo, não poderia nunca funcionar como Tribunal Eleitoral, uma vez que os decisores são juízes em causa própria ou em defesa de quem os indica.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas