NUNO ALVES CAETANO

Portugal não tem que agradecer nenhuma liberdade, nem nenhuma democracia ao 25 de Abril. O regime de terror estalinista que se seguiu – perseguições individuais, roubos, ocupações de terras, nacionalizações, prisões arbitrárias, exílio forçado de milhares de pessoas, assassinatos e julgamentos sumários realizados nos estabelecimentos de ensino, estabelecimentos militares e empresas, resultando sempre na “condenação” dos arguidos à pena de “saneamento” – só começou a ter fim em 25 de Novembro de 1975. Honremos os que deram a vida nesse dia em defesa de um Portugal independente.

É sempre importante e indispensável não permitir que o dia 25 de Novembro, politicamente, seja esquecido, passando a figurar somente como um dia do calendário gregoriano.

A teia esquerdista, sempre organizada e sempre pronta a branquear o que convém cair em esquecimento, conseguiu que este importante dia para a nossa História e para a Terceira República seja votado ao ostracismo, com o ignóbil aval das restantes forças políticas, sempre amedrontadas e receosas das reacções, por vezes violentas, vindas das bandas esquerdistas.

Todos sabemos que foi neste dia de 1975 que, graças sobretudo aos Comandos, mas também a outras forças militares que tiveram a coragem de apoiar o povo português, por vezes de forma “silenciosa”, que se sublevava contra a hegemonia comunista imposta desde o 25 de Abril, que a democracia (chamemos-lhe assim…) se implementou em Portugal.

Sobretudo no Norte do País, a acção de diversas Unidades foi fundamental para o êxito da operação. Contudo, há que reconhecê-lo, sem a participação dos Comandos dificilmente se tinha conseguido a vitória. Isto é unanimemente reconhecido, reflectindo-se directamente na associação e conexão que se faz entre o nome do seu Comandante, Jaime Neves, obviamente odiado pela esquerda, e esta data.

Portugal, ao contrário do que uns tipos licenciados em História, arvorados em ‘historiadores’, escrevem, não tem que agradecer nenhuma liberdade, nem nenhuma democracia ao 25 de Abril. A esta data tem que cobrar a hedionda “descolonização exemplar”, que provocou mais de um milhão de refugiados e dois milhões de mortos, e um regime auto-proclamado de democrático mas que entre o dia 25 de Abril de 1974 e o dia 25 de Novembro de 1975 se pautou por comportamentos estalinistas – perseguições individuais, roubos, ocupações de terras, nacionalizações, prisões arbitrárias, exílio forçado de milhares e milhares de pessoas, assassinatos e julgamentos sumários realizados nos estabelecimentos de ensino, estabelecimentos militares e empresas, resultando sempre na “condenação” dos arguidos à pena de “saneamento”.

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