Maria Costa

Na hora da verdade, só dois senadores se apresentaram para a sucessão de Pedro Passos Coelho na liderança do PSD. Rui Rio e Pedro Santana Lopes disseram “presente” em estilos bem diferentes, e a geração agora com sessenta anos pôs em ‘stand by’ alguns dos valores mais novos dos sociais democratas.

Se Rui Rio era um nome esperado, pois o ex-autarca do Porto há cerca de um ano que andava a contactar as estruturas partidárias, o de Santana Lopes aparece apenas quando o provedor da Misericórdia de Lisboa ouviu Pedro Passos Coelho anunciar que não se apresentaria às próximas eleições directas do PSD.

Assim, se Rui Rio já tinha decidido avançar para as directas, Pedro Santana Lopes surgiu em cena quando Passos Coelho deixou órfã a parte de leão do partido e quando sentiu a catadupa de telefonemas e contactos de “bases” e “barões” que lhe disseram ser ele o mais indicado para combater o “germânico” Rui Rio.

Pelo caminho ficaram nomes como os de Luís Montenegro, até há pouco tempo líder parlamentar do PSD, e que neste momento desfruta de alguma notoriedade junto das bases, condição indispensável em eleições directas.

O próprio Luís Montenegro disse aos Media que acredita que, para a candidatura de Santana Lopes, podem ter contribuído duas desistências de peso: “Poderá ter pesado a circunstância de não ter havido uma candidatura nem da minha parte, nem da parte de Paulo Rangel”, disse o antigo líder parlamentar social-democrata. E frisou que com os candidatos no terreno “estamos na presença de dois distintos elementos, quer da vida nacional, quer da vida do PSD, que só podem transmitir um novo fôlego para enfrentarmos um novo ciclo eleitoral, com as eleições europeias e as eleições legislativas, em 2019”.

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