Eva Cabral

O Orçamento de Estado para 2018 – apresentado noite fora, no Ministério das Finanças, na última sexta-feira – é um repositório de cedências aos parceiros da extrema-esquerda.

Depois do desaire do PCP nas eleições autárquicas, o Orçamento do Estado (OE) do próximo ano ainda ficou mais dependente das exigências da extrema-esquerda que apoia o Executivo PS. O OE vai avançar a grande velocidade com a reposição de rendimentos e carreiras para a Função Pública, apesar de muitas das medidas irem ter reflexo já no OE de 2019, mas é insensível às necessidades das empresas, estando estas em risco de verem agravar o quadro fiscal. Se isto se materializar, as empresas portuguesas ficarão menos competitivas e o País não irá atrair investimento.

O “bodo aos pobres” é tão grande que os primeiros avisos logo se fizeram sentir. Marcelo Rebelo de Sousa foi claro, ao dizer que para 2019 existe a óbvia “tentação de um orçamento eleitoralista”. De forma directa, o Presidente da República pediu ao Governo e aos partidos que o apoiam “bom senso e realismo” na gestão orçamental, deixando desde já alertas contra tentações para 2019, ano de eleições.

“É preciso olhar para o ano que vem e, sobretudo, quando se conceber o Orçamento para 2019, resistir à tentação de ele ser um Orçamento eleitoralista”, declarou o Chefe do Estado, no encerramento do 7.º Congresso Nacional dos Economistas, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

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