PEDRO SOARES MARTINEZ

Por mais que se queira fugir do passado, caímos sempre nele. É o caso dos acontecimentos recentes da Catalunha, os quais provêm de uma rebeldia, ou de um autonomismo, que, pelo menos desde o século XIV, sempre tem dividido os catalães, parte dos quais opostos à incorporação no Reino de Aragão, ou à unidade espanhola. E essa divisão, através dos tempos, causou, por vezes, dificuldades e riscos para Portugal. Assim aconteceu com o trágico desastre, material e moral, de Alfarrobeira, que só pela brevidade se não situou nos quadros de uma guerra civil entre Portugueses.

Celebrada a “paz perpétua” com Castela, em termos honrosos para as partes envolvidas, não esqueceu o rei D. João I as vantagens de outras alianças, que se estabeleceram com o Reino de Aragão e com o poderoso Ducado de Borgonha, cujos territórios se estendiam desde os Alpes ao Mar do Norte, abrangendo as florescentes cidades de Dijon e de Bruges. Na Borgonha casou, com o Duque Filipe, o bom, a infanta D. Isabel, que viria a ser mãe de Carlos, o temerário, o último grande senhor feudal da Europa. E o príncipe herdeiro de Portugal casou com D. Leonor, filha de Fernando de Antequera, infante castelhano que, por herança, subira ao trono de Aragão. As alianças foram reforçadas, conforme habitual, pelos vínculos familiares.

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