PSD Madeira fuma o cachimbo da paz

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Depois de anos de conflito, as eleições regionais da Madeira marcadas para Setembro levaram Miguel Albuquerque e Alberto João Jardim, o actual e o carismático anterior presidente do Governo Regional, a fumar o cachimbo da paz…

Na tradicional festa da Herdade do Chão da Lagoa deste ano, Jardim quis estar presente. E desta feita aproveitou para também defender Rui Rio, qualificando a sua presença de “uma mais valia”. Com as eleições regionais marcadas para 22 de Setembro, a palavra de ordem é unir esforços, uma vez que as sondagens não são muito optimistas: espera-se que o PSD, desta vez, vença por escassos números (na melhor das hipóteses), em contraste com as sucessivas maiorias absolutas que somou desde o 25 de Abril, e tendo Jardim como líder durante mais de 40 anos.

O antigo presidente do Governo Regional da Madeira frisou que Rui Rio é um dirigente partidário “diferente” dos outros, porque pensa a “médio e longo prazo”. Ainda antes de Rui Rio chegar à Herdade do Chão da Lagoa para a festa do PSD-Madeira, Jardim frisou que “normalmente em Portugal os dirigentes partidários só pensam em votos e em ganhar eleições, o projecto do Rui Rio é um projecto de médio e longo prazo, primeiro está o Estado e depois o partido”, acrescentou, lembrando que só Sá Carneiro fazia o mesmo.

Sobre as actuais desinteligências no seio do PSD nacional, em boa medida por causa das candidaturas a deputados, Alberto João Jardim, que foi presidente do Governo Regional entre 1978 e 2015, salientou que “um líder tem necessidade de ter a sua equipa”. E não podia ser maior apoiante do actual presidente laranja. “Um líder que tem na Assembleia da República deputados que não seguem a sua orientação, obviamente tem que pô-los fora”, observou, acrescentando estar “100% de acordo com aquilo que Rui Rio tem feito nesse campo”.

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