Desenrasquem-se. Governo não acredita no recuo dos motoristas

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O Executivo de António Costa não acredita que os motoristas de materiais pesados desconvoquem a greve marcada para 12 de Agosto – por isso, a palavra de ordem é aconselhar os portugueses a prepararem-se para os transtornos que a paralisação pode provocar. Pedro Nuno Santos, Ministro das Infraestruturas, foi o primeiro a aconselhar que se ande com os depósitos de combustíveis dos carros e outros veículos sempre cheios, numa intervenção que de certa forma parece legitimar um açambarcamento.

O Governo está a tomar medidas cautelares, mas a convicção geral é que a greve dos motoristas de veículos pesados de transportes perigosos agendada para o dia 12 deste mês, a prolongar-se, implicará caos no abastecimento, não só de combustíveis, mas também de muitas outras mercadorias. A esperança de que a paralisação seja desmarcada é muito ténue.

Para já, não existem estimativas do custo desta greve, até por não se saber o que vai ser afectado.

Neste enquadramento, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, disse que “temos todos de preparar-nos para a ocorrência de uma greve que trará seguramente transtornos para os portugueses, sobretudo num período de férias, num período crítico em termos de emergência e protecção civil, como é uma época de fogos”, reforçando que “pode haver transtornos muito significativos”.

“Estamos a preparar-nos para minimizar os transtornos, mas não podemos ignorar que eles vão ocorrer”, acrescentou Siza Vieira. O governante considerou ser importante “manter a tranquilidade, evitar acessos rápidos e muito bruscos aos postos de abastecimento” e garantiu que o Governo está a fazer “todos os preparativos nas várias áreas” para assegurar que o impacto da greve será minimizado.

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