MARIA COSTA

Mais de 70 mil militantes com as quotas em dia vão poder eleger, no próximo sábado, o novo líder do PSD. Rui Rio e Santana Lopes entram na sua hora da verdade, em que depois de uma campanha algo morna – que só aqueceu com o primeiro debate – se verá quem sucede a Pedro Passos Coelho, um dos líderes que esteve mais tempo à frente do partido, só ultrapassado por Cavaco Silva.

Tanto Rio como Santana entregaram já as suas moções de estratégia global, mas quem irá realmente lê-las de fio a pavio? O mais certo é que os militantes tendam, como habitualmente tendem, a escolher tendo por base o que conhecem das personalidades dos dois candidatos, ambos com várias décadas de carreira política no PSD. De uma votação mais emotiva do que racional sairá o próximo líder social-democrata.

O confronto dos candidatos na RTP confirmou desentendimentos antigos e, acima de tudo, uma diferença de estilo entre os dois. O minuto de encerramento do debate, em que cada candidato olha os eleitores nos olhos, espelha bem as diferenças.

Santana Lopes deixou uma mensagem calorosa: “Quero dizer aos militantes que estou confiante que da sua opção resulte um caminho de engrandecimento do nosso partido, uma grande participação nas eleições que levará ao engrandecimento do PSD”.

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