Comportaram-se como malfeitores que a coberto da noite procedem a um assalto premeditado para o qual se mancomunaram. Mas quando os autores do golpe de mão são cinco dos sete partidos políticos com representação no Parlamento, o que fica posto em xeque é o próprio regime partidocrático português.    

À hora a que este jornal chega às bancas, o Presidente da República prepara-se para tomar uma posição sobre as alterações à Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais, decididas à pressa e em segredo, nas costas do País e do próprio regime democrático.

A decisão (qualquer decisão) que Marcelo venha a tomar marcará o futuro das relações dos partidos políticos com os portugueses. Pondo de parte que possa aprovar o verdadeiro golpe de mão cometido pelos representantes do PS, do PSD, do PCP, do BE e do PEV, o Presidente tem ao seu dispor dois instrumentos: o veto puro e simples ou o pedido de verificação de constitucionalidade. Qualquer deles reflecte, com maior ou menor diplomacia, a condenação universal de um acto feio.

Recapitulemos os factos.

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