MARIA D’ALJUBARROTA

Há por aí alguém que ainda esteja disposto a defender Rui Rio – uma só pessoa que seja? Não? Bem me parecia!

De vez em quando surge na política portuguesa um emplastro. Desta feita, coube-nos em sorte Rui Fernando da Silva Rio, honesto vice-presidente da Assembleia-Geral da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.

Numa altura em que a Direita mais estava precisada de projecto, carente de força e união como de pão para a boca, será que merecíamos isto? Que mal fizemos nós para nos ter saído a fava?

Há uma semana atrás, quase me senti culpada por ter de denunciar o vazio que é este homem. Mas no decurso de sete dias ele cometeu tantos erros políticos, e tão primários, e tão graves, que não se encontra hoje quem queira esfolar o prestígio ou chamuscar o bom nome vindo a terreiro pôr-se do seu lado.  

Vamos por partes.

Silva Rio nunca ultrapassou, verdadeiramente, a dimensão de um cromo de paróquia. Não por ser do Norte, mas por ser diminuto na dimensão política, teimoso nas coisas mesquinhas, desproporcionadamente arrogante, vaidoso sem razões para sê-lo, incapaz de uma visão panorâmica e desprovido de cultura histórico-política. Podia ser do Porto, do “eixo Lisboa-Cascais, de Faro ou Ponta Delgada, é igual ao litro. Ele é que gosta de se fazer passar por vítima do “elitismo” do Sul, mas a verdade é que, Sul ou Norte, Leste ou Oeste, só na rua dele é que tinha importância.

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