Maria Costa

Num ano marcado pelos incêndios, chegou um Outono quase sem chuva. Em desespero, os agricultores reclamam respostas sérias para o drama da seca severa, que inutiliza culturas e põe em risco a exploração pecuária. As últimas chuvadas trouxeram alguma esperança, mas não a resolução de um grave problema nacional.

Em finais de Setembro, 80 do nosso território continental estava em seca severa. Com as chuvas dos últimos dias, a situação melhorou um pouco, mas não a ponto de ter passado o perigo. E até ao final do ano não estão previstas ocorrências significativas de precipitação.

Face a este quadro negro, o presidente da Confederação de Agricultores Portugueses (CAP) defendeu que o Governo deve tomar medidas de apoio específicas para os pequenos produtores afectados pelos fogos florestais de 15 de Outubro. Mas Eduardo Oliveira e Sousa mostrou-se igualmente muito preocupado com os pequenos produtores agro-pecuários, que, segundo este responsável, não se enquadram nas medidas de apoio já definidas pelo Governo para os agricultores das zonas de incêndio.

E dá exemplos. “Houve uma enorme perda de actividade agrícola e empresarial ligada ao queijo da Serra da Estrela, que se tornou um problema de viabilidade económica, e o Orçamento de Estado para 2018 não contempla medidas de apoio específicas”, lamentou o dirigente durante uma visita à zona circundante de Oliveira do Hospital.

O presidente da CAP defende quem têm de existir “ajudas indemnizatórias não reembolsáveis através do Orçamento de Estado ou de mecanismos da União Europeia” para fazer face a uma catástrofe que deve ser tratada “como se fosse um cataclismo”.

Em seu entender, os apoios “são indispensáveis para ajudar estas pessoas a sobreviver, caso contrário vão abandonar o território”.

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