Paulo Costa Pereira

Quando estava em funções o anterior Governo, todas as semanas os cidadãos enfrentavam uma nova greve nos transportes para lhes infernizar a vida. Com António Costa, tudo funciona normalmente. A razão? Simples: os sindicatos comunistas conseguiram criar, com a sua agenda feroz, uma “república soviética” dentro do sector dos transportes, e o seu braço político, o PCP, exigiu a António Costa que aceitasse este PREC como moeda de troca na subida do PS ao poder. Prémios? Subsídios? Reversão das privatizações? A esquerda radical conquistou tudo. Mas quem paga somos nós.

Há muito que os portugueses sabiam que os sindicatos eram o “braço armado” do Partido Comunista Português, mas não podiam sonhar que as greves nos transportes, que assolaram Portugal durante a fase de emergência nacional pós-Sócrates, iam desaparecer do dia para a noite.

No entanto, assim que António Costa aceitou coligar-se com os marxistas, instalou-se a paz no sector, com efeito quase imediato: a paralisação marcada no infamemente grevista Metro de Lisboa para o dia 9 de Dezembro de 2015, ainda a geringonça era recém-nascida, foi imediatamente cancelada como gesto carinhoso de boa-vontade.

Desde então, a mera ameaça de uma greve é suficiente para Costa e as administrações cederem. Em Agosto deste ano, por exemplo, foram marcadas, e depois prontamente desmarcadas, duas ameaças de greve no Metropolitano de Lisboa. Na empresa pública Carris, que opera os autocarros e os eléctricos na capital, foi marcada uma greve para 31 de Agosto, e também desmarcada pouco depois do anúncio. Casos similares sucedem-se por todo o País.

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