Costa quer tapar os problemas com a Web Summit

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Paulo Costa Pereira

A história em Portugal repete-se. A chegada com pompa e circunstância da Web Summit, que parou a capital, deu para fingir durante uns dias que Portugal era uma Nação muito moderna.

O facto de o cidadão ter tido a vida infernizada em prol dos estrangeiros, de nada conta para quem quer construir o muito almejado “progresso”. Afinal, copiar os “ricos” da Europa e fazer figura de parolo é uma tradição portuguesa que nos arruinou o erário público mais do que uma vez. O que António Costa — que obviamente marcou presença — não quer que se veja é o Portugal real, onde se dá améns a empresas “digitais” recém-criadas (vulgo “startup”) cujo sucesso é duvidoso, enquanto que empresas nacionais jazem em cinzas. O chefe da geringonça também prefere que se discuta as empresas de realidade virtual enquanto que na realidade a sério as empresas nacionais e os agricultores imploram desesperados por soluções para obter crédito e se queixam de que Costa não incluiu no Orçamento as promessas que lhes fez.

A cidade de Lisboa parou toda para hospedar uma conferência de tecnologia, e todos os problemas da Nação subitamente desapareceram, para um grande suspiro de alívio do Governo e do Partido Socialista.

Os meios de comunicação do sistema, como sempre papagueadores e sem capacidade crítica, durante dias somente deram atenção à Web Summit. De fora ficaram coisas menos “chiques”, mas talvez mais importantes para quem vive fora da realidade virtual e tem o seu sustento bem assente na vida real.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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