Maria Costa

Para os sindicatos da Função Pública, o ano de 2017 terminou com exigências em matéria de segurança no trabalho junto do Governo, com o qual estiveram reunidos na semana antes do Natal. O tema será retomado em 2018, mas os sindicalistas defendem um regime mais semelhante ao dos privados quando se trata da protecção dos funcionários públicos.

Frente Comum, Fesap e STE tomaram conhecimento das propostas feitas pela secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Maria de Fátima Fonseca, mas querem maior clareza. A governante entregou aos sindicatos um projecto de diploma sobre segurança e saúde no trabalho, que visa adequar a legislação portuguesa à europeia, mas o assunto ainda terá de ser debatido novamente.

As negociações em 2018 prometem ser duras, pois a Função Pública quer sempre o melhor de dois mundos: a segurança no emprego dos funcionários públicos, para quem não existe despedimento, e as regalias existentes no sector privado. Resta saber até onde o Executivo de António Costa está disposto a ceder para continuar a assegurar o apoio do PCP e do Bloco de Esquerda, já que há exigências para todos os gostos.

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