Seguros Agrícolas: São caros e insuficientes, mas dão prejuízo às seguradoras

Agricultores propõem “fundos mutualistas” adequados a produções com características homogéneas, como a pêra rocha, o milho, o tomate de indústria e os pequenos frutos. A CAP defende ainda o alargamento das apólices a situações de seca severa. Mas as seguradoras queixam-se de que perdem dinheiro com a agricultura e o Estado já paga mais de metade dos seguros agrícolas.

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A seca é neste momento o problema que mais preocupa os empresários agrícolas. A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) defende que a seca deve ser incluída nas coberturas dos seguros agrícolas, afirmando-se ainda apologista de mecanismos como “fundos mutualistas” para as produções com características homogéneas, como o milho.

“Podemos apontar o risco da seca como um dos mais importantes”, referiu uma fonte da CAP à agência Lusa. Em 2018, os agricultores, num só ano, foram confrontados com uma seca severa, seguida de um mês em que choveu o que normalmente teria chovido num ano: um Verão com temperaturas extremamente elevadas e, para finalizar, um furacão que se transformou em tempestade e fez enormes estragos”. Para os agricultores, é assim “urgente” encontrar alternativas ao nível dos seguros que possam complementar as já existentes.

“Se por um lado é quase impossível prever tudo o que possa acontecer, por vezes numa só campanha, por outro lado os agricultores precisam de ter, impreterivelmente, uma ‘rede de segurança’ para a sua actividade”, defende a CAP. Segundo a Confederação, actualmente o seguro de colheitas padece de uma situação de “anti-selecção”, através da qual os seguros são contratados, preferencialmente, pelos agricultores que enfrentam maiores riscos o que, por sua vez, conduz a que o “risco médio associado aos contratos estabelecidos seja mais elevado que o risco médio real”.

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