Um “animal” chamado PAN

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O dirigente do PAN, agora “ilustre” deputado europeu, veio a público exigir explicações sobre a morte do cavalo colhido na corrida de Coruche.

Sem termos que aprofundar muito, ficamos desde logo elucidados quanto à ignorância do citado dirigente do PAN no que respeita ao mundo animal, particularmente quanto a cavalos. Se houvesse alguma hipótese, remota que fosse, de não ter que abatê-lo, jamais tal havia sucedido. Se houvesse uma mínima certeza de que o cavalo não sofreria vivo e poderia viver (mesmo sem tourear) com qualidade, jamais seria abatido. Quem tem, ou teve cavalos, sabe bem qual o relacionamento que se cria com os mesmos, completamente distinto da criada com outros animais. Nem melhor, nem pior, apenas diferente. Mas essa diferença traduz-se firmemente na dor causada pela morte de um cavalo.

Curioso também o facto de este senhor vir a público tecer esta afirmação sem que nunca se lhe tenha escutado idêntica preocupação quando morre um ser humano por não ter sido operado a tempo, ou por negligência médica. Talvez para não perturbar a demagogia gritante dos camaradas do (des)governo… Ou talvez porque, para este senhor, há animais e animais…

Apetecia-me dizer “este animal”, mas não o vou fazer por respeito ao mundo animal. Os animais, mas sobretudo os chamados “animais racionais” (vulgo humanos), não merecem tal insulto.

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