Deu a louca no mundo (conclusão)

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Na verdade, a Abolição, de 1888, atingiu apenas cerca de um quarto dos escravos na ocasião, pois, desde 1850, havia legislação para o fim do servilismo, como a do Lei do Ventre Livre, da proibição do tráfego, dos maiores de 60 anos.

Para ficarmos apenas na escravidão de povos oriundos da África, é bom observar não existir nenhum registro histórico de europeus indo capturar, comprar ou transportar negros, o que era feito por outros negros, que derrotaram outras tribos e os exportavam. Este momento do mundo lamentável não foi prática de um ou outro país com presença nas Américas, incluindo o Caribe. Foram todos, ingleses, franceses, holandeses, portugueses e espanhóis. 

No caso brasileiro, o comércio negreiro interno era praticado, em significativa parte, por escravos alforriados. E desde a separação de Portugal, em 1822, muitos negros ou mestiços foram agraciados com títulos de nobreza, além de parlamentares e personalidades da vida nacional, a começar pelo nome maior da literatura, Machado de Assis, que era mulato. Os irmãos Rebouças, notáveis engenheiros, eram filhos de um parlamentar mulato e um deles, André, de tão grande dedicação ao Imperador que o acompanhou no exílio na França. 

No Brasil, apesar dos esforços da esquerda durante os anos Lula, não existe preconceito como prática, sendo forte a presença de negros, mulatos, em posições de destaque na vida económica, política, artística e cultural. O que não invalida o combate às formas veladas de preconceito que permanecem nos povos e nas famílias. Mas sem violência e manifestação contra algo abstrato. É como combater corrupção, violência, pedofilia, narcotráfico, que, sabe-se, não possuem entidade legal constituída para aglutinar praticantes e é causa comum de todas as raças.

Os absurdos chegaram, diante de certa apatia da sociedade, acovardada de manifestar suas ponderações, à condenação de um clássico da cinematografia mundial, ‘E Tudo o Vento Levou’. Um canal de filmes chegou ao cúmulo de retirá-lo de seu ficheiro até ter um “complemento” condenando a escravidão. Ora, 81 anos depois de o filme ganhar vários Oscars em Hollywood, seria cómico, se não fosse trágico.

Tudo isso é parte da nova conspiração para a tomada do poder no mundo. A destruição da unidade nacional nos países multirraciais, como EUA e Brasil, além da destruição da família, da disciplina e da permanente desmoralização das polícias, que, afinal, garantem a ordem e a segurança no mundo moderno.

Os inimigos de todos, na verdade, são outros, como a desigualdade, a violência dentro das casas, a falta de saúde pública para todos, o subemprego e os radicalismos religiosos. E a impunidade dos que burlam a lei, auferindo ganhos ilegítimos de origem nos recursos públicos. A corrupção é, sim, o câncer da sociedade.

Vamos parar para pensar!!! ■