O voto tem um preço que pode ser alto

No mundo pós-pandemia, vão sobreviver com qualidade de vida no ocidente, onde se pratica uma democracia liberal, aqueles que optarem pelo voto pragmático, em busca de resultados e não ao sabor das ideologias ou das promessas nem sempre honradas. A competição entre nações nunca terá sido tão grande na busca do emprego e da paz social.

O eleitor mais esclarecido, nas classes médias, aquele que têm, pelo menos, de seis a oito anos de estudo e acesso aos “media” em geral, não pode ignorar o alto preço do impulso de votar nos socialistas e afins, que são hostis aos investimentos, promovem impostos altos, geram uma casta de privilegiados no sector público, onde geralmente se ganha mais e se trabalha menos. A manutenção de empresas controladas pelos governos, para atender a interesses políticos, custa muito caro ao cidadão. A TAP foi privatizada e os seus prejuízos com a pandemia teriam sido dos seus accionistas e, no entanto, com a volta ao Estado por imposição socialista, já custou cerca de 300 euros a cada cidadão português. A grande maioria nunca entrou num avião.

A banca pública tem sido outra fonte de prejuízos em muitos países em que os salários, além da estabilidade, são superiores aos do sector privado. Também a corrupção é mais acentuada nas empresas sob influências políticas, em todo o mundo. E sempre protegidas pelos partidos à esquerda.

O eleitor estará consciente dessa realidade? E estará de acordo? Prefere que a lei garanta vantagens para empregos que não existem? No Brasil em que Lula da Silva e seus companheiros causaram prejuízos de muitos mil milhões de dólares, parte até devolvida, o ex-presidiário pode voltar pelo voto? Votar em Lula da Silva, no socialismo da “geringonça”, na versão espanhola de Sanchez, é uma atitude consciente de suas consequências? A Venezuela e a Argentina são bons exemplos de gestão? E estes países são democracias?

Agora a bola está no meio do campo para a partida começar. O desemprego é geral, o endividamento de todos é semelhante, a busca de um lugar ao sol também está nas aspirações de todos. Terá sucesso quem fizer a melhor aposta. Não precisa buscar argumentos no debate político, mas sim na realidade, na economia. O caminho passa pela coragem de diminuir impostos para atrair investimentos, gerar poupança. E considerar que a segurança pública deve proteger o cidadão não infractor, que junto às esquerdas tem imunidade racial inaceitável.

A esquerda não ama o trabalhador, explora sua ingenuidade, quando não a ignorância, com discurso barato, nem tem raiva dos ricos, pois procuram ficar endinheirados quando surge a primeira oportunidade. Claro que sem investir e muito menos trabalhar. A esquerda a esta altura é uma opção que só Freud explicaria.

A democracia e a liberdade são bens que visam a paz e a felicidade dos povos. Não devem ser usadas e abusadas para manter no poder uma casta de privilegiados, que não se identificam nem com a democracia nem com a liberdade.

Votar mal tem o seu preço. E quem tem menos paga mais. O dinheiro costuma ser rápido a fugir, como está a acontecer no Chile. No Brasil, a simples ameaça da volta das esquerdas já aquece o sector imobiliário na Flórida e em Portugal. 

É preciso um basta e um chega nesta política cruel que impede as novas gerações de buscarem nos seus países um futuro promissor. Liberalismo económico é o progresso no curto prazo. Menos governo, menos funcionários públicos, menos impostos e mais oportunidades de novos e bons salários. ■ 

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