Falsos remédios dos Jotas na TV

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A TV podia fazer muito, quer pela saúde pública quer pelas finanças dos portugueses, se não fosse doente e não censurasse quem faça verdadeiros diagnósticos e apresente medicamentos adequados em vez de inapropriados. Estamos cansados de só lá ver falsos milagres e falsos remédios, literais e metafóricos.

Erros sobre medicamentos inadequados acontecem a qualquer dependente da política que não perceba nada dos assuntos e minta como forma de vida. Revelador sobre como a publicidade enganosa na TV nos adoece e empobrece é que, com a mesma certeza com que vende maus remédios para o Covid-19, o nosso primeiro-ministro vendeu um medicamento falso para a economia. 

Muito se discutiu sobre o falso remédio para o falso milagre da Covid-19. Foi proposto por António Costa, esse eterno dependente da política que nos arruína desde os anos 1990, como número três, dois ou agora número um do governo. Do alto da sua “sabedoria” de uma vida inteira de dependência da política, sempre promovido insistentemente na TV doente vá-se lá saber com que interesse(s), recomendou antibióticos para nos curarmos do vírus da Covid-19. Ora os antibióticos só matam bactérias; se um doente infetado com SARS-Cov-2 os tomar, acontecem efeitos indesejáveis como a náusea. 

Mais grave, logo menos ou nada discutido na TV doente, é que, logo a seguir e com o mesmo entusiasmo de vendedor de banha da cobra, Costa também nos vendeu a patranha de que os recentes 800 milhões de euros que os contribuintes doaram ao BES eram para curar a nossa economia e finanças. Já lá vão mais destes 20.000 milhões de euros gastos em bancos, mas a economia continua doente e com muita febre financeira, nos últimos lugares dos índices europeus. 

Não seria melhor a verdadeira cura de deixar falir negócios privados de amigos de políticos ainda hoje pessimamente geridos por outros amigos de políticos principescamente pagos? Ou investigar a sério na Assembleia da República e ir buscar às ‘offshores’ o crédito malparado de quem deve tanto dinheiro aos contribuintes?  

Será que, com a recente crise na saúde que expôs a crise económica pré-existente, a TV doente passou a ser mais prudente na autopromoção de governantes jotas partidários que nunca sabem nada, mas nos “ensinam” há décadas sobre como continuarmos a ser um dos países mais pobres da Europa? Não, agora os jotas “ensinam-nos” como sermos tão mal geridos no Covid-19 que ninguém na Europa nos quer. 

A saúde pública na área da grande Lisboa tem sido coordenada por um jota secretário de Estado que sabe lá o que é a epidemiologia, quanto mais gerir uma pandemia.

Outro ministro ex-jota tenta iludir-nos, pasme-se, dizendo que os comboios da CP à hora de ponta na Grande Lisboa não estão demasiados cheios de gente forçada a deslocar-se para trabalhar em condições de risco para a saúde pública.  

Ainda outro jota, também governante, tem o descaramento, em plena pandemia, de andar a gastar os nossos recursos e dinheiro, que devia ser para a saúde, em ainda mais negócios do ambiente que sempre tiveram trágico expediente para os contribuintes. 

Há ainda um último membro deste quarteto “maravilha” de jotas partidários, herdeiros de Costa e Sócrates, que ambicionam ser primeiro-ministro ao serviço do partido invisível dos negócios misturados com política, logo nunca são questionados na TV doente, só louvados. Esse, além de ser deputado, é ainda presidente da mais populosa freguesia de Lisboa, entre mais cargos pagos pelo Estado. Terá algum tempo (quanto mais saber!) para proteger a população de Lisboa? 

Quando nos livraremos desta farmácia dos horrores dos falsos milagres e falsos remédios dos jotas dependentes da política? 

Na nossa TV doente, porque sem contraditório, já antes da Covid-19 se vendia muita banha da cobra em vez de a denunciarem. Tal promoção não era sequer de madrugada, na publicidade paga. Era em horário nobre e nos telejornais principais.  Em vez de informação noticiosa havia uma feira onde, com um megafone na mão para toda a nação, os dependentes da política ou governantes “formados” nos jotas partidários, nos vendiam a nossa economia e finanças como sendo maravilhas na Europa. Impingiam-nos que a nossa economia crescia mais que a das grandes Alemanha ou França!  

Tais políticos, ou eram vendedores de ilusões, ou tão ingénuos como crianças seriam a vangloriar-se de que crescem mais que adultos. Esqueciam-se, convenientemente, de que as outras crianças europeias com economias em idade de crescimento, por exemplo os países do Báltico e Balcãs, cresciam muito mais. Os políticos vindos dos jotas, além de nunca fazerem crescer a economia, também, mesmo tendo já meia idade, nunca crescem profissionalmente e moralmente. 

A realidade de todo este ilusionismo televisivo doentio, por silenciar o contraditório, ficou evidente na crise do Covid-19: tínhamos, afinal, uma péssima economia baseada insustentavelmente no turismo. As finanças estavam com a dívida bruta nos maiores valores de sempre. Perante tal trágica doença, não houve um único remédio verdadeiro para a curar. Não houve uma visão estratégica geral governativa nem uma única reforma do Estado e da política.  

Perante falsos milagres, houve apenas falsos remédios como a continuação de milhares de milhões de euros a saírem para bancos e outros negócios ligados à política. Outros falsos remédios que agravaram a doença foram um despesismo governamental em escala nunca vista, incluindo o maior governo de sempre; uma quantidade inigualável de jotas partidários no poder e mais de uma dezena de milhar de nomeações de mais jotas, na maioria sem quaisquer competências de monta para os cargos. 

Devido à administração irresponsável destes maus remédios durante 5 anos, temos agora o governo, mais uma vez e sempre que há crise, dependente da mesada dos ministros da Alemanha, Holanda, Finlândia e Áustria. Estes já não ajudam sem exigir um castigo severo de mais impostos em troca, que poderá ser tão duro como a Troika. Ficou claro quem são os governantes adultos de países com economias robustas e quem eram os “jovens” de meia idade ainda a brincarem ao governo ou a venderem-nos, na TV doente, ilusões de que tínhamos finanças campeãs europeias. 

Para sobreviver, este governo costista-jotista com tão fraco conhecimento de saúde e das finanças, com falsos remédios e correspondentes maus resultados, precisa de que não apareça ninguém na TV qualificado e corajoso a questionar profundamente as ilusões e falsos remédios deles. 

Estamos cansados de ver na TV só jotas políticos já na segunda geração a autopromoverem o sistema que os enriqueceu enquanto empobreceu profundamente os portugueses. 

São precisas mentes inquietas que espicacem este ‘status quo’ submisso na TV doente e questionem o alto preço que pagamos, de “ajuda europeia” em “ajuda europeia”, com austeridade sempre exigida. Tem de ser corrigida a escassez, na TV doente, de vozes vindas da sociedade civil, financeira e intelectualmente independentes do governo. Numa TV saudável são necessários diagnosticadores qualificados que proponham verdadeiros medicamentos:  reformas terapêuticas que curem as doenças do governo. ■