Avante, ‘jotas’, para nova bancarrota!

O regime apodrecido avança a passos largos para nova bancarrota moral e económica com Costa, tal e qual como com Sócrates, e com exatamente os mesmos ‘jotas’ nascidos nos anos 1970, que apoiaram ambos nos seus golpes e negócios políticos.

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No apogeu da pandemia, em Maio de 2020, o maior e mais bem sucedido investidor do mundo, formado na melhor universidade de Nova Iorque e com larga experiência profissional em companhias financeiras, Warren Buffett, decidiu vender todas as suas acções em companhias de aviação. Afirmou então que claramente a pandemia desvalorizava estas companhias e que o melhor e mais prudente a fazer com o dinheiro dos seus accionistas era deixar de investir nelas.   

Para se ter uma ideia da capacidade de Buffett de ganhar dinheiro para os seus accionistas, o conglomerado para comprar companhias por si gerido, Berkshire Hathway, valia 15 milhões de euros em 1964 quando ele tomou posse; agora vale quase 500 milhares de milhões de euros. Buffet é tão astuto nas suas decisões de investimento que quem tivesse investido mil euros quando a Berkshire começou a ser gerida por ele teria agora 30 milhões de euros, com um rendimento anual de cerca de 20%, muito acima da inflação ou do retorno médio de outros investimentos. 

Indo completamente contra esta excelente capacidade de gestão e bons investimentos de Buffet, durante a pandemia, em Julho de 2020, um político formado nas jotas partidárias portuguesas e toda a vida político, Pedro Nuno Santos, gastou 55 milhões de euros do nosso dinheiro para comprar o resto de uma companhia de aviação falida e sobre-endividada, logo que na prática vale menos que zero.  Curiosamente, nessa companhia, a TAP, trabalha a mulher do amigo dele, outro “jovem” de meia idade toda a vida na política, Fernando Medina, ganhando bónus mesmo apresentando enormes prejuízos. Essa companhia é também gerida ao mais alto nível, no conselho de administração, por um grande amigo do primeiro-ministro Costa, Lacerda de Machado, e um grande amigo político de Ricardo Espírito Santo Salgado, Miguel Frasquilho.

Para se ter uma ideia da capacidade dos políticos portugueses, amigos e consortes deles, de fazerem perder dinheiro aos seus accionistas, os contribuintes portugueses, na TAP o Estado já perdeu milhares de milhões só na última década. É difícil de contabilizar a quantia certa, pois a TAP não tem dados compilados com a fiabilidade de uma Berkshire. Gastamos este dinheiro todo numa companhia que poucos usamos para nos deslocarmos em Portugal ou para fora do país. Os portugueses, tal como os turistas estrangeiros, usam maioritariamente a Ryanair, Easy Jet ou a Wizz.  O CEO da Ryanair, que faz muito mais por Portugal e pelo turismo português do que os amigos e consortes dos políticos portugueses na administração da TAP, disse que o dinheiro que o Estado usa para injectar na TAP é ilegal e deveria ser distribuído pelas companhias todas que voam para Portugal. A sua gestão é muito mais eficiente do que a dos amigos e esposas de políticos na TAP, logo os seus preços são muito mais baratos que a TAP, mesmo sem ajudas do Governo português ou de qualquer Governo. 

Quando se enterrou mais dinheiro irrecuperável e sem retorno na TAP, foi-nos dito que haveria um concurso internacional de quadros para a TAP. No entanto, conhecendo a cultura política e a teia de favores dos jotas políticos portugueses, parece-nos altamente improvável que agora, de repente, vão buscar os melhores quadros da Ryanair, Easy Jet, Wizz, Air Emirates, United, ou outras companhias para gerir a TAP. É muito mais provável que vão buscar outros jotas, amigos e familiares de políticos, ‘comme d’habitude’. Por essas péssimas e terceiro-mundistas práticas de gestão dos jotas, cada português, em vez de ganhar dinheiro, só perde. Ao contrário dos accionistas de Buffet, que estão ricos, cada um de nós já deve cerca de 30.000 euros em dívida pública criada por estes jotas idosos ou de meia idade com estas decisões financeiras contrárias ao sentido dos bons investidores.

Na Saúde, a situação não é muito diferente desta repelente má gestão do dinheiro público por amizades e casamentos, como no Terceiro Mundo, em vez de por mérito, como na Europa Ocidental rica a que pertencemos geograficamente, mas da qual culturalmente somos expulsos por estes ministros, secretários de Estado, assessores e deputados jotas com uma cultura política muito semelhante à antiga Angola de Jose Eduardo dos Santos. Até o New York Times, jornal normalmente muito compreensivo para com a “esquerda caviar” europeia dita progressista, que nunca se interroga sobre a corrupção deles nem sobre os seus resultados, está estupefacto com a irresponsabilidade de um Ministério de Saúde europeu, pior que  Bolsonaro no Brasil, a autorizar a excepção, por troca de favores políticos, de um festival-concerto com milhares de espectadores, o Avante, em plena pandemia. Isto mesmo com os novos casos por cada 100.000 habitantes a aumentarem de novo, pondo de novo em risco o nosso turismo perante a Inglaterra e outros países que nos usam como destino turístico.

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