Culpados da pobreza portuguesa e russa

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Tem havido muito a gente portuguesa a lamentar a facilidade com que os russos são enganados pela propaganda de Putin, que os faz tão pobres. Guerra e violência à parte, focando-nos exclusiva e somente neste artigo nos paralelos propagandistas e económicos, muitos portugueses deviam olhar-se primeiro ao espelho e ficar de sorriso amarelo por serem tão parecidos com a carneirada miserável russa. Tal populaça pobre é enganada facilmente por propaganda. Fica cada vez mais pobre à medida que enriquece os governantes escolhidos por Putin e meia dúzia de oligarcas cleptocratas amigos de Putin. Dado os paralelos económicos de pobreza que gera injustiças inexplicáveis, não é surpreendente que Abramovich tenha obtido tão estranhamente a nacionalidade portuguesa. Tal como ele, vivemos na Inglaterra há anos e nunca se aqui falou que Abramovich seria descendente de judeus portugueses. 

Devido ao controlo da TV e jornais, a popularidade interna de Putin está nos níveis mais altos dos últimos cinco anos. Assim, 83% dos russos apoiam o seu presidente, com 69% a dizerem, ainda por cima, que a Rússia está a ir na direcção económica certa para o futuro, segundo a companhia de sondagens relativamente independente “Levada.” Isto apesar da corrupção dos oligarcas e da Rússia estar economicamente estagnada há mais de uma década. O produto interno bruto (PIB) per capita, ajustado por poder de poder de paridade de compra, está nos 22 mil euros, segundo o “Worldometer.” Isto explica grosseiramente quanto ganha um russo médio e o que pode comprar. Mostra que, excepto meia dúzia de oligarcas, os russos são agora mais pobres que quase todas as suas antigas colónias europeias que faziam parte da União Soviética. 

A propósito de PIB per capita ajustado por poder de compra e de países do leste da Europa, segundo o Eurostat, Portugal foi recentemente ultrapassado pela Polónia e pela Hungria. Cada português médio tem agora cerca de 23900 euros anuais. Ou seja, somos já quase tão pobres como os russos e ainda estamos estagnados há mais tempo que eles, 20 anos. No entanto, tal como eles, não fazemos nada para sairmos da miséria e melhorar a nossa vida. Não mudamos de socialismo e das figuras do costume. Segundo o jornal “ABC” espanhol, incrédulo, o ministro das Finanças de Portugal é um ex-presidente de câmara que passou informação aos russos. 

Isto porque também cá, pelas mesmas razões de controlo através da TV e jornais das massas pouco educadas, 41% dos eleitores apoiam Costa e o seu grupo de amigos, sociólogos e gente vinda da Juventude Socialista, que nos desgovernam. Os eleitores do PS são os “mais velhos” e “menos instruídos” segundo um estudo pós-eleitoral factual feito conjuntamente por faculdades ligadas à sociologia (ISCTE e ISC) e sumarizado pelo “Expresso”. Ora como o Governo do PS está cheio de sociólogos e o grupo do “Expresso” tem um irmão de Costa a mandar na informação, nisto acreditamos neles. Os idosos com pouca instrução dão vitórias a Costa e derrotas enormes para Portugal, no fundo da Europa. Tais avós pouco educados obrigam os netos muito educados a emigrar, numa hemorragia de cérebros aterradora para o futuro de Portugal.

Esta adoração das massas russas e portuguesas pelos incompetentes que as fazem pobres acontece porque, quanto menos instruídas são as massas, mais facilmente são manipuláveis pela propaganda. Claro que, pelo menos, alguns russos, quando dizem que admiram Putin, têm a desculpa do seu medo real de serem punidos com violência se disserem o contrário. Já o admirador de Costa não tem essa desculpa para votar em incompetentes. Isto porque Costa e a sua “entourage”, nisso todos concordamos, podem ter muitos defeitos, mas não são violentos como Putin. Repetimos, este artigo foca-se somente nos paralelos propagandistas e económicos entre Putin e Costa. Logo, tais eleitores de Costa são cobardes amedrontados pela simples mudança. Preferem viver mal a tentar viver melhor. Têm medo da própria sombra, que lhes tirem uns auritos da reforma. Isto sendo incapazes de perceberem que se não mudamos de sermos governados por um grupo de amigos de Costa e Sócrates, ex-membros da juventude socialista e/ou sociólogos que nunca geriram nada, mas arruinaram sempre tudo, qualquer dia temos nova bancarrota e intervenções da “troika” ainda piores que dantes. Isto além de a cada dia que passa ganharem no presente menos em poder de compra, pois são taxados cada vez mais e a inflação lhes levar grande parte da reforma. Muitos nem sabem que inflação significa aumento de preços. Não percebem sequer o básico: que mesmo que na sua reforma apareçam 10 euros a mais, se o custo de vida, a conta da electricidade, os preços dos alimentos e os impostos aumentam todos em conjunto muito mais que 10 euros por mês, então, na realidade ficam é com menos dinheiro real. O seu poder de compra fica cada vez mais pequeno e miserável, mas eles, facilmente iludidos, continuam a votar PS.

A capacidade socialista portuguesa para enganar o próximo através da propaganda mediática é por demais evidente. Igualmente, é também evidente a mediocridade acéfala de muitos no povo português em se deixarem enganar tão facilmente pelo PS. Não é sem jeito para a propaganda, mentira e ilusão que um partido que coloca há décadas um país em último lugar económico do seu continente obtém vitórias atrás de vitórias eleitorais. 

Temos uma fatia significativa do povo amigo do socialismo que gosta de empobrecer e pagar cada vez contas de energia mais altas, ganhando cada vez menos salário real. Engolem e comem gelados na testa do PS e da sua imprensa a toda a hora. Há demasiados eleitores indo nos cantos de sereia da televisão e jornais que não sobreviveriam sem as ajudas financeiras do Estado decididas pelo Partido Socialista. 

A curto prazo, pouco há a fazer sobre os eleitores mais idosos e menos instruídos do PS serem tão fáceis de enganar pela imprensa e televisão sobre o controlo do PS. Especialmente quando o maior partido da oposição, o PSD do grupo parlamentar de amigos de Rui Rio, que por sua vez é fiel amigo de Costa, não faz nem deixa fazer oposição. O PSD, juntamente com o PS, puniu João Cotrim de Figueiredo, da IL, não o deixando ser vice-presidente da Assembleia, precisamente por não querer ver nenhuma oposição ao PS.

Voltando aos paralelos económicos e de propaganda que manipulam quer russos, quer portugueses: lá como cá, também existe um grupo restrito de amigos do PS que ficam com todos os apetitosos negócios ruinosos para os contribuintes misturados com política. Isto perante a passividade da carneirada maltratada e empobrecida, mas nada revoltada e muito passiva, a ver os seus impostos a voarem para os bolsos de meia dúzia, que não são empreendedores, nem criadores de riqueza capitalistas, são simplesmente socialistas desviadores de dinheiros públicos através da influência política. 

Em conclusão, acreditamos, cada vez mais, que a culpa da pobreza portuguesa é repartida entre os socialistas e amigos que enriquecem e fazem grandes negócios à custa do povo, tão conformista e medroso, facilmente enganado pela comunicação social controlada pelos socialistas. No entanto, também é culpado quem se deixa enganar repetidamente tão facilmente por Sócrates e, logo quase de seguida, pelo número dois, Costa. ■