Desligar a televisão e o bloco central

0
842

A recente não entrevista de Anabela Neves a António Costa foi tudo menos uma entrevista jornalística de qualidade ou informativa. Foi, ao invés disso, uma amena cavaqueira brejeira entre dois amigos a fazerem pouco dos eleitores que queiram votar de forma informada. Nesta conversa desperdiçada, ridícula e sorridente, sem nenhuma tensão ou questão difícil, de um lado estava um primeiro-ministro incompetente para governar, que nos pôs ao lado da Bulgária em últimos da Europa, do outro uma jornalista incompetente para perguntar algo de relevante ou acutilante para o futuro de Portugal. 

A jornalista da CNN Portugal, ao entrevistar o primeiro-ministro português, estava tal e qual como a sua colega jornalista da CNN americana ao entrevistar a vice-presidente americana, sobretudo só a falar da decoração do escritório destes dois dirigentes incompetentes e com cada vez menos popularidade. Isto para evitar as perguntas difíceis. A maioria das pessoas a sofrerem, a pagarem os preços crescentes de uma inflação galopante e cada vez mais impostos a governantes incompetentes, mas a CNN só quer saber da boa vida dos governantes, sem questionar os seus péssimos resultados. 

Parece-nos, pois, que há um claro desejo televisivo de branquear ou esconder literalmente debaixo do tapete (um tapete foi aliás um dos “temas” mais destacados visualmente na entrevista a Costa) o fracasso tremendo que foi o PS nestes últimos seis anos. Este PS foi exactamente igual ao PS socrático, que antes já nos tinha levado à bancarrota e cuja irresponsabilidade trouxe a “troika”.

Demasiados figurões nas televisões querem promover um futuro bloco central para, antidemocraticamente, tentarem salvar o seu querido PS, mesmo que este perca as eleições. Há um claro desejo de bloco central vindo de todos aqueles que desejam mal a Portugal, tendo vindo, há décadas e já várias gerações, a destruir, estagnar e endividar os portugueses. Precisamente por não porem nenhumas questões há décadas a socialistas incompetentes e sem ética. A bem da nossa democracia, precisamos de uma alternativa ao centro e à direita, que seja uma rejeição categórica do socialismo despesista e não reformista irresponsável dos últimos seis anos, propagandeado por tais figuras televisivas omnipresentes. Rui Rio tem de ser responsável, não cedendo às pressões das televisões para salvarem o moribundo PS socrático através do “centrão”. Rio tem de ignorar o batalhão de comentadores na televisão pró-“centrão”, e vindos do “centrão” com cheiro a corrupção e estagnação económica de Portugal por ainda mais duas décadas. 

Por exemplo, o pequeno (em tudo) Marques Mendes, supostamente da direita, a desfazer-se em elogios na sua ultima crónica televisiva sobre o grande (só em estatura) Pedro Nuno Santos, supostamente da esquerda, por este ter recebido autorização da União Europeia para gastarmos ainda mais três milhares de milhões de euros do nosso dinheiro na inútil TAP, diz tudo sobre a podridão a que chegou o verdadeiro partido do “centrão” deste dueto Mendes-Santos, por todo o lado e em todas as televisões.

Quer o bobo da propaganda desavergonhada da corte que nos arruína, Mendes, quer o gigante do despesismo desse mesmo regime, Santos, apesar de mentirem que têm qualquer ou diferente ideologia, são é ambos colegas e amigos, membros do partido do pântano dos negócios ruinosos negócios misturados com políticos, também conhecido por “centrão”.

Nesta semana muito movimentada, entre o Natal e o Ano Novo, no dia 27 de Dezembro, por exemplo, a TAP, na Portela, só usou 259 “slots” em dia de grande pico, menos 100 do que tem direito. Por saber que a TAP esbanja “slots” (lugares para poder voar no aeroporto) para nada, se não impedir os outros de voarem, é que a Comissão Europeia quis que a TAP cedesse os seus “slots”. No entanto, disso não interessa a Marques Mendes falar.

Por isso não queríamos acreditar quando vimos Marques Mendes, com cara séria, a dizer que a permissão que Pedro Nuno Santos obteve para esbanjar mais milhares de milhões de euros na TAP, foi uma grande vitória e que, por gastar ainda mais que Sócrates gastava para nada, passa a ter muito maior prestígio e credibilidade, com trampolim para cargos mais altos. Claramente interessa aos escritórios de advogados que compram deputados e governantes terem Pedro Nuno Santos como o novo Sócrates, que os alimente a eles e nos arruíne a nós todos por mais décadas. Isto apesar de Pedro Nuno ter sido um desastre, da aeronáutica à ferrovia, ainda maior e mais despesista que Sócrates.

Pedro Nuno, como representante de tais negócios políticos, seria sempre elogiado por Marques Mendes. Caso a Comissão Europeia não nos tivesse dito para esbanjarmos ainda mais do nosso dinheiro (não da Comissão, claro) na TAP, Marques Mendes também afirmaria que o seu querido sócio socrático no pântano, Pedro Nuno, continuaria a ser um herói vencedor. Diria que o ministro tudo tinha feito para salvar a inútil TAP para os portugueses, que só tem sido útil para tantas personagens bem conhecidas do “centrão”, como Miguel Frasquilho, empregado de Ricardo Salgado, enquanto, lamentavelmente, deputado do PSD e, depois, recompensado pelo PS do “centrão” como administrador da TAP.

Um bloco central depois de seis anos de despesismo e imprudência socialista seria uma machadada na democracia que não podemos admitir a Rui Rio. Rio tem de se assumir como alternativa estratégica e reformista ao centro e direita, para bem longe da corrupção e navegação à vista socialista e dos desvarios esquerdistas endividadores dos portugueses. Para já, os seus cartazes eleitorais estão bem direccionados, falando da necessidade de Portugal ter, finalmente, um governo responsável, em vez da irresponsabilidade socialista esquerdista dos últimos seis anos e antes disso desde Sócrates.

Pior que o “centrão” para Portugal só a “gerigonça” esquerdista destes últimos seis anos. Esta, apesar das lágrimas de crocodilo hipócritas de Jerónimo ou Catarina, cúmplices incorrigíveis da corrupção socialista tipo Pinho, foi ainda mais arruinadora da população e promotora dos negócios estranhos misturados com política. Isto como bem exemplificado na recente transferência socialista de 100 milhões de euros para o Novo Banco, apesar do Parlamento votar contra subsidiar tais estranhos negócios e o Governo já não ter qualquer legitimidade eleitoral para tal, nem qualquer aprovação maioritária da população, a julgar pelas sondagens.

Da mesma forma, o corajoso juiz Carlos Alexandre, foi retirado de vários processos a serem distribuídos por juízes mais complacentes com o regime do pântano, ao estilo de Ivo Rosa. Os eleitores estão fartos de tanta podridão e seria uma traição se o PSD ao ganhar as eleições fosse dar a mão a tanta corrupção socrática socialista por ainda mais anos.

Apesar de toda a propaganda televisa pró-socialista, os exemplos são infindáveis sobre o estado deplorável a que chegou Portugal após mais seis anos de governação socialista. Daí a necessidade de haver verdadeira alternativa governamental que não passe por Costa, nem Pedro Nuno. Rui Rio, a bem de Portugal, deve dialogar profundamente com a Iniciativa Liberal e com Ventura, para juntos, mesmo que engulam os sapos das quezílias e diferenças ideologias entre eles, nos livrarem do inferno que as televisões promovem, de mais quatro anos com o PS encrustado no poder, a arrastar-nos para ainda mais fundo na Europa. O PS tornou-se um peso morto do qual Portugal tem de se livrar a todo o custo. ■