Governar a esbanjar em amigos

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Com a aparição da Covid-19, o governo revelou-nos por completo os seus 3 segredos de governação:  

1. Os amigos são para os maus negócios

O governo continuou a insistir esta semana que está tudo bem e que os amigos ingleses deviam escolher-nos em vez de destinos turísticos 1000% mais seguros na Covid-19. O governo português, além de gerir mal na saúde, é o único na Europa que acha que “longas histórias de amizade” justificam maus negócios. Não temos assim quaisquer dúvidas, agora, de que os nossos ministros acreditam que a amizade se deve pôr acima dos interesses de Estado. Portanto, está tudo explicado sobre os negócios que têm feito para devastar a nossa economia. É longa e cara a amizade dos nossos governantes com administradores da TAP, BES, BPN, CGD, EDP, PPPs rodoviárias e de pontes, Lítio, Construtores, Escritórios de Advogados e Kamovs. 

2. As injeções de capital do Estado nestes negócios com amigos “curam”
a economia

Quer na saúde quer na economia, as “curas” deste governo são sempre prejudiciais em vez de eficazes. O primeiro-ministro descreveu a “cura” económica de injectar dinheiro sem fim no BES com a mesma convicção com que afirmou que antibióticos “curam” vírus. Até com a Europa quase toda mostrar o que pensava da nossa perigosa situação na Covid-19 pondo-nos numa lista negra a evitar, Costa também mentia que éramos dos países mais seguros, apesar do número de mortes e casos per capita demonstrar o contrário.

3. Quem discordar dos pontos 1 e 2 é insultado e censurado

A máquina de propaganda do governo, aliada a demasiada comunicação social cúmplice, insulta e censura quem alerte para os erros do governo. Silencia quem revele primeiro quer verdades económicas, como Mexia e Salgado dependerem do Estado, quer até verdades vitais para a saúde pública, como Portugal ser dos países de maior risco na Covid-19. O que interessa na TV doente sem contraditório é promover o governo, não salvar vidas ou tornar a nossa economia sustentável.

***

Não tem que ser assim. Apresento abaixo 3 alternativas governativas aos pontos 1, 2 e 3 supra:

I


O
s negócios do Estado, para serem bons, deviam pôr de parte os amigos dos políticos 

Sendo frugais e gerindo bem os nossos impostos, teríamos poupado muitas dezenas de milhares de milhões mais os juros ao longo das últimas décadas, se tivéssemos proibido injectar dinheiro público em negócios privados de ex-políticos ou com políticos e seus amigos nos conselhos de administração. 

II


I
njecções de milhões de capital público em negócios de amigos de políticos são erros mortais para a economia que
têm de ser evitados  

As nossas empresas de sucesso internacional não vivem de ajuda significativa do Estado; não fazem disso um modo de vida. Focam-se na qualidade e preço dos seus produtos para competirem mundialmente. Tomara que também se focassem assim no mérito e qualidade, em vez de favores e dinheiros públicos, os nossos bancos e aviação sempre falidos ou os construtores de pontes, autoestradas e infraestruturas de energia. Talvez sem o dinheiro demasiado fácil dos contribuintes por via das amizades políticas, tais negócios tivessem de gerir a sério e não fossem dos piores e mais caros do mundo.  A “cura” de injectar dinheiro público em negócios privados falidos, que Costa erradamente propõe, mata a nossa economia. Isto da mesma maneira que os antibióticos que Costa propôs curam doentes infectados por bactérias, mas matam, por ineficácia, infectados com vírus. Ainda mais grave e melhor metáfora para os erros da nossa economia: o medicamento Vincristina, quando é injetado na veia de um doente com cancro cura-o, mas se é injetado na coluna mata-o. Tal erro médico, por não ser criticado nem discutido, tem sido repetido desnecessariamente, matando doentes há décadas.  Na economia, já vimos que os nossos governantes dependentes totais da política também cometem erros atrás de erros, pondo-nos em último da Europa.

III


O
s Portugueses merecem visão
mais clara na TV
e na Imprensa sobre o que realmente se passa no seu país

Os políticos vindos dos jotas sustêm-se no governo há décadas apesar de tão más qualificações, práticas e resultados, devido à cumplicidade da TV doente e certos jornais e revistas. Tais ‘Media’ deviam substituir os seus comentadores pró-políticos Jotas, especialistas em nada, que nunca criticam nada, logo não servem para nada a não ser para manter tudo na mesma. Deviam divulgar em vez de censurar e denegrir quem identifica problemas graves e propõe soluções inovadoras reformistas. Se não alertarmos para os erros graves na saúde e economia, tais erros, que se repetem há décadas, vão-se repetir por mais décadas, mantendo-nos pobres (somos dos europeus com menos poder de compra) e doentes (na idade avançada somos dos europeus com mais co-morbilidades). Maus governantes, nunca questionados na TV, metaforicamente matam a nossa economia e literalmente levam a mortes, com perda desnecessária de vidas, quer em matas de Pedrógão quer em lares de Lisboa.

***

Concluindo, para não sofrermos repetidamente os efeitos devastadores dos erros governativos por mais décadas, temos que admitir que há uma doença grave no nosso país: somos governados por dependentes da política que repetem erros há décadas, incluindo “curas” de injecções de milhares de milhões do nosso dinheiro nos negócios dos amigos deles. 

Além disso, não temos espaço televiso ou mediático livre suficiente para questionar essa tragédia nacional persistente. É urgente exigir melhor televisão e ‘Media’ com mais liberdade de opinião que nos conduzam a uma melhor governação por identificação e votação de políticos portugueses diferentes dos habituais. 

Precisamos de profissionais com capacidade de gestão que saibam diagnosticar “doenças”, prevenir erros e apresentar curas seguras e eficazes. ■