Governo de lapas hipócritas

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O ministro da saúde britânico, Matt Hancock, apesar de resultados excelentes a ultrapassarem os 80 por cento da população vacinada, demitiu-se. Isto porque quebrou as regras de distanciamento social na pandemia, que ele próprio impunha à população, tendo mantido contacto próximo com uma senhora que não fazia parte do seu círculo familiar. Não está agarrado ao poder e reconheceu rapidamente que os governantes que fazem as regras têm de ser os primeiros a cumpri-las e a darem o exemplo. 

Os ministros portugueses – pouco qualificados e com poucas ou nenhumas perspectivas de emprego fora da política –, pelo contrário, estão agarrados ao poder e não dão exemplo nenhum. Nunca se demitem apesar de resultados desastrosos e de hipocrisia nas regras pandémicas, muito mais grave que abraçarem e beijarem uma senhora da idade deles no escritório, como Hancock fez. Por exemplo, na vacinação, os nossos ministros passam à frente de senhoras idosas em risco de vida e furam as cercas sanitárias impostas a milhões de cidadãos na grande Lisboa, que eles próprios decretaram, só para irem assistir um jogo de futebol. Foi isso que fez o Primeiro-ministro Costa, residente na grande Lisboa. Sabemos que Alexandre, O Grande, dava o exemplo juntando-se aos seus homens na frente das batalhas; já Costa, o poucochinho, não é exemplo para ninguém. Na batalha sanitária, foge para bem longe. Os outros que sofram as suas incompetentes decisões, como terem de estar muito concentrados e a contaminarem-se. 

Neste governo há outros poucochinhos mais novos, mas igualmente não exemplares: Marta Temido, Mariana Vieira da Silva, Pedro Nuno Santos ou Tiago Brandão Rodrigues. São da idade de Matt Hancock. Apesar de não estarem em risco de vida significativo por SARS-Cov-2, como os idosos estavam, foram os primeiros a vacinarem-se. Quiseram lá saber que, entretanto, centenas e dezenas idosos tenham morrido sem vacina e que ainda agora, no início de Julho, muitos portugueses com mais de 70 anos ainda não tenham a segunda dose da vacina. Matt Hancock, com aproximadamente a idade destes quatros ministros portugueses, medrosos e cobardes, ao menos esperou pela sua vez. Foi vacinado no Reino Unido quando todos os outros indivíduos na faixa dos 40 anos também o foram. Parece que Hancock também dava emprego à amante e isso também pesou na sua demissão. Ao menos teve vergonha. Já Pedro Nuno Santos ou Mariana Vieira da Silva, com as suas caras-metades entre os 13 mil funcionários do mastodonte de milhares tachos inúteis para o contribuinte nacional e munícipe lisboeta que é a câmara de Lisboa, fingem que não se passa nada de amoral e podre para a democracia. É normal para a família desta gente ser subsídio-dependente de um Estado falhado, sem cultura de mérito, apenas de cunha. Do pai à filha, passando pelo parceiro. Que mais sabe fazer esta gente de Costa? Os ministros deste governo demitirem-se por serem hipócritas na pandemia ou darem emprego à família no Estado, além de incompetentes e terem dos piores resultados de toda a Europa? Nem lhes passa pela cabeça. 

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