Incapacidade socialista na mobilidade

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Custa menos dinheiro e menos tempo a uma família inglesa de quatro pessoas vir de Londres ao Algarve do que a uma família portuguesa vinda do Porto ou até de Lisboa, apesar de ser muitíssimo mais perto.  Este facto, inacreditável mas real, só pode ser explicado pela incompetência, imprevidência, esbanjamento de dinheiro e mau serviço ao cliente e contribuinte do modelo de gestão socialista que se ensina na jota ou na sociologia, de onde vêm quase todos os governantes do PS. 

Esta péssima gestão dos incapazes ministros socialistas contrasta enormemente com a boa gestão internacional, que nada tenha a ver com juventudes partidárias, nem faculdades desprestigiadas porque apinhadas de “boys” políticos socialistas. A boa gestão internacional, feita por executivos de sucesso, ao contrário da gestão socialista nacional feita por jotas dependentes da política, pauta-se pela competência, planea-
mento, contenção de custos e bom serviço ao cliente. É exemplificada por companhias de aviação “low cost” como a “Ryanair” ou a “EasyJet”. Enquanto as companhias internacionais voam bem longe e barato, angariando cada vez mais clientes, o socialismo luso anda devagar e é caríssimo, perdendo cada vez mais clientes (excepto os idosos pouco instruídos que votam no PS) e cobrando cada vez mais impostos para nenhum serviço decente aos portugueses. Com o PS é como se nos vendessem motociclos “Famel” ao preço de “Porsches”. 

Se as famílias portuguesas quiserem vir depressa de avião do Porto ou Lisboa até ao Algarve, como os ingleses fazem, podem tirar daí a ideia rapidamente, pois os preços da TAP para quatro passageiros ficam em cerca de 200 a 400 euros, com sorte.  Se for na CP, num comboio que não pare em todo o lado, são cerca de 100 a 200 euros para uma família que venha do Porto ou a norte de Lisboa. Ou seja, o português, apesar de viver muito mais perto de Faro que o inglês, paga sempre muito mais para chegar ao Algarve. Como é que esta barbaridade de despesas, incluindo impostos enormes sobre a gasolina, é possível? 

Só o contraste entre a incompetência lusa socialista caríssima e a boa gestão barata das “low cost” pode explicar que um habitante londrino, que viva perto dos aeroportos de Luton ou Stansted, consiga vir ao Algarve com a família por cerca de 50 euros e em cerca de duas horas e meia, pagando cerca de 10 libras por bilhete. Já o desgraçado do lisboeta que queira vir ao Algarve de carro com a família, só em portagens na A2, e depois em inúmeros pagamentos por pórtico pela A22, gasta logo quase 30 euros. Cortesia dos socialistas. Se o automobilista vier do Porto com a família gasta mais de 50 euros. Isto só em portagens, porque depois temos que contar com a gasolina, cada vez mais cara e sem concorrência real (praticamente todos os painéis na auto-estrada indicam o mesmo preço). Se somarmos tudo, chegamos à conclusão que a família lisboeta que venha ao Algarve em carro próprio gasta no total 60 euros e uma família portuense perto dos 90 euros. Além de, claro, entre três e seis horas, dependendo de quão a norte se vem. Ainda por cima, claro, quando regressar paga outra vez tudo isso e se calhar tem de ficar em filas na pessimamente gerida ponte 25 de Abril, um exemplo terrível de ineficiência na gestão do tráfico, só possível pela ineficiência socialista na exigência de mais e melhores serviços privados numa ponte pública já paga. Estamos a ser generosos com o incompetente governo socialistas nestas contas, pois não englobamos o custo do carro em dupla e tripla tributação aquando da compra, para não falarmos no imposto sobre veículos e das multas crescentes, quase armadilhas para poder estacionar. Como complemento, temos dificuldades propositadas para poder pagar na A22, só com pórticos, para provocar multas e forçar quem não quer a ter de pagar as “vias verdes”, cheias de mais armadilhas e artimanhas abençoadas pelos socialistas para inflacionarem os preços. Nem empregos de portageiros os negócios misturados com socialistas geram. Quanto mais cobrarem e menos empregos gerarem, melhor para os ministros do PS que os protegem, sem nunca protegerem o público utilizador. 

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